Os melhores discursos dos homens, dos homens desse mundo de Deus, não me convencem mais. Digo que Roxana Saberi, ainda que não tenha eu feito leitura de sua obra, me acena, mesmo que perfunctoriamente...
Não se cuida em falar dos meus heróis de fundo de quintal. Cuida-se de alguma coisa impermeável, perecível e muito triste. Ainda nos veremos um dia? Escritos de Tchekhov. Lançada e fomentada a ideia d...
O Corvo lhe espreita todo final do dia. Uma Aranha sem qualquer elegância, usando peruca castanha, asquerosa e traidora, outrossim, lhe espreita rotineiramente. Certo é, que são capatazes, chefes de u...
Não estou em uma sala de aula. Estou no meio da rua. Nada se parece com uma. Ainda assim, vejo escrito a palavra jabá. É um substantivo masculino de origem estranha, mas que o Brazil com “z” conhece b...
Gabriel García Márquez gizou “Cem Anos de Solidão” e mostrou-me uma árvore raquítica, desfalecida, sem folha alguma. De sua magistral obra entendo que nós, todos nós, homens e mulheres de boa vontade ...
Dois versos esquecidos. Na solidão de um e de outro. Tudo não passa de um entrevero entre palavras soltas e esquisitas. São versos aleatórios de quem não escreve nada vezes nada. É poesia pura? É fant...
Rubem Braga, deitou-se na rede. Eu me debruço na estrela do Natal. Pode ser, que eu tenha me esquecido de tudo, da Estrela de Belém. Pode ser, ainda, que eu tenha olvidado as esperanças do ano de 2020...
Estive passeando pelo antigo mundo da música dos meus pais. Viajei nesses momentos pelas fantasias da criança que fui. Era época de pegar passarinhos e soltá-los dez minutos depois, foi época de brinc...
Escreveu VOLTAIRE que pena e que pobreza falar dos animais “políticos”. Certo é que todos caminharam e caminham na forma da letra que tem o nome “dinheiro”. Mortos estão, sem que saibam dessa verdade,...
Escreva sobre o meu show. Ele vem disfarçado entre duas pedras e uma estrela cadente. Ele vem disfarçado de quem já escrevera antes toda essa história mentirosa. Uma mentira muito grande, que brinca e...
É preciso escrever que o casal de sabiás, todos os dias batem no vidro da minha casa. Cantam sem pedir nada em troca. Apenas cantam, a melodia de ambos é linda. Me parece que falam de alegria e de esp...
Faça e transcreva para sua vida pessoal, alguma coisa que esteja entremeada entre solidão e poesia. Não descreva e muito menos permita que as pessoas te entendam completamente. O mistério é melhor do ...
Escrevo sem saber o rumo certo das minhas palavras. É quando se passa tanto tempo sem saber a razão de escrever. Tudo não passa de uma grande inutilidade. O verso é fraco, a palavra me parece desponta...
Sou de pedra. Sou de Marte. Viajando no infinito das minhas lembranças. Não escrevo nada direito. Nem da direita, nem da esquerda. Devo ser mesmo um fantasma, daqueles de uma sexta-feira treze. Ando p...
Tudo, ao que parece, pode ser resumido, nesta vida, a um conto. E a história pode ser revelada, entendida por um conto de amor, quanto de saudade. E a perversidade vem rápida demais. Ele andava bem de...
Não há uma ponta de consideração no que escrevo. Degeneração pura. Isso vem de ponta a ponta. Em carecendo de nominação, pode ser ponta de terra e nem chega próximo. Ponta do dia é mero recurso. Ela a...
Existe iniqüidade sentada na pedra. A pedra fica no meio das palavras. As palavras não estão no caminho. Faço uma gaiuta e me escondo do sacrifício cruento dos homens. As palavras aborrecidas cantam h...
Sílvio mal amanhece. É de seu costume “mastigar” repetidas vezes. Remoer os desencantos de uma vida incompleta. “Ruminar” pensamentos antigos. Faz isso, sobre um outeiro, montículo importante onde bus...
Versos diminutos, frases pequenas e um homem. Todos apoucados, insuficientes. Essa beligerância das almas se oculta na ponta de uma caneta estrangeira. Por certo, não são nada serenos. Tudo possui per...
Me disseram que Fernando se equivocou. E nem sou de mestrança que valha discordar. Tudo foi interrompido. Não houve começo de qualquer espécie. Procrastinou-se ao máximo prá dizer que Vinicius matou q...










