Um bar quase na esquina estraleja e assusta. Estropiadas, mutiladas, as almas que andam &nbs...
Neste sábado que faz congelar o sangue, tarde repleta de iniquidade humana, vou contar carneiros que nunca vislumbrei, verei fantasmas que receberei graciosamente e serei mais triste ainda. Existe sim...
Sob as rochas, já que não existem pedras, minha alma é &...
Deixo o tédio todo para segunda-feira. Não existe extubação possível na alma que ...
Na escada, nessa escada, não se sobe e nem se desce. Um homem se encontra infeliz. Na verdade não há felicidade. Não existe, outrossim, infelicidade que suba ou desça com ele. Existem, isto sim, os vi...
Antenor é aficionado (não aficcionado) por uma arte que não exerce profissionalmente. É amante de touradas. Sua consorte, companheira de prisão na pandemia, companheira na sorte e nas metáforas loucas...
As coisas são assim. Elas colocam vírgulas e interrogações. Sou bêbado, borracho, mas não sou equilibrista de esquinas tortas. Meu bar é uma garagem, sinônimo de garage. Uma mesa única e duas cadeiras...
Os melhores discursos dos homens, dos homens desse mundo de Deus, não me convencem mais. Digo que Roxana Saberi, ainda que não tenha eu feito leitura de sua obra, me acena, mesmo que perfunctoriamente...
Não se cuida em falar dos meus heróis de fundo de quintal. Cuida-se de alguma coisa impermeável, perecível e muito triste. Ainda nos veremos um dia? Escritos de Tchekhov. Lançada e fomentada a ideia d...
O Corvo lhe espreita todo final do dia. Uma Aranha sem qualquer elegância, usando peruca castanha, asquerosa e traidora, outrossim, lhe espreita rotineiramente. Certo é, que são capatazes, chefes de u...
Não estou em uma sala de aula. Estou no meio da rua. Nada se parece com uma. Ainda assim, vejo escrito a palavra jabá. É um substantivo masculino de origem estranha, mas que o Brazil com “z” conhece b...
Gabriel García Márquez gizou “Cem Anos de Solidão” e mostrou-me uma árvore raquítica, desfalecida, sem folha alguma. De sua magistral obra entendo que nós, todos nós, homens e mulheres de boa vontade ...
Dois versos esquecidos. Na solidão de um e de outro. Tudo não passa de um entrevero entre palavras soltas e esquisitas. São versos aleatórios de quem não escreve nada vezes nada. É poesia pura? É fant...
Rubem Braga, deitou-se na rede. Eu me debruço na estrela do Natal. Pode ser, que eu tenha me esquecido de tudo, da Estrela de Belém. Pode ser, ainda, que eu tenha olvidado as esperanças do ano de 2020...
Estive passeando pelo antigo mundo da música dos meus pais. Viajei nesses momentos pelas fantasias da criança que fui. Era época de pegar passarinhos e soltá-los dez minutos depois, foi época de brinc...
Escreveu VOLTAIRE que pena e que pobreza falar dos animais “políticos”. Certo é que todos caminharam e caminham na forma da letra que tem o nome “dinheiro”. Mortos estão, sem que saibam dessa verdade,...
Escreva sobre o meu show. Ele vem disfarçado entre duas pedras e uma estrela cadente. Ele vem disfarçado de quem já escrevera antes toda essa história mentirosa. Uma mentira muito grande, que brinca e...
É preciso escrever que o casal de sabiás, todos os dias batem no vidro da minha casa. Cantam sem pedir nada em troca. Apenas cantam, a melodia de ambos é linda. Me parece que falam de alegria e de esp...
Faça e transcreva para sua vida pessoal, alguma coisa que esteja entremeada entre solidão e poesia. Não descreva e muito menos permita que as pessoas te entendam completamente. O mistério é melhor do ...
Escrevo sem saber o rumo certo das minhas palavras. É quando se passa tanto tempo sem saber a razão de escrever. Tudo não passa de uma grande inutilidade. O verso é fraco, a palavra me parece desponta...









