Sou de pedra. Sou de Marte. Viajando no infinito das minhas lembranças. Não escrevo nada direito. Nem da direita, nem da esquerda. Devo ser mesmo um fantasma, daqueles de uma sexta-feira treze. Ando p...
Tudo, ao que parece, pode ser resumido, nesta vida, a um conto. E a história pode ser revelada, entendida por um conto de amor, quanto de saudade. E a perversidade vem rápida demais. Ele andava bem de...
Não há uma ponta de consideração no que escrevo. Degeneração pura. Isso vem de ponta a ponta. Em carecendo de nominação, pode ser ponta de terra e nem chega próximo. Ponta do dia é mero recurso. Ela a...
Existe iniqüidade sentada na pedra. A pedra fica no meio das palavras. As palavras não estão no caminho. Faço uma gaiuta e me escondo do sacrifício cruento dos homens. As palavras aborrecidas cantam h...
Sílvio mal amanhece. É de seu costume “mastigar” repetidas vezes. Remoer os desencantos de uma vida incompleta. “Ruminar” pensamentos antigos. Faz isso, sobre um outeiro, montículo importante onde bus...
Versos diminutos, frases pequenas e um homem. Todos apoucados, insuficientes. Essa beligerância das almas se oculta na ponta de uma caneta estrangeira. Por certo, não são nada serenos. Tudo possui per...
Me disseram que Fernando se equivocou. E nem sou de mestrança que valha discordar. Tudo foi interrompido. Não houve começo de qualquer espécie. Procrastinou-se ao máximo prá dizer que Vinicius matou q...
Duas toalhas no varalSecam suas almasUma banheira velhaUm telhado de vidroComputador ligadoVozes estateladas no chãoCoração partido. Sílvio Lopes de Almeida NetoJulho 02, 2020 Escritor e advogadoInsta...
Desde muito tempo não vislumbro abraços. Um sujeito de poucas palavras, que já não abraçava, escreveu sobre a solitária verdade humana. Disse que o exílio não é solidão, antes, é fuga do anoitecer e d...
Estou descendo a Escada. Completamente. Vez por outra, em uma inutilidade sem tamanho, um meneio para a leitura. E mais não tem. Não há necessidade nenhuma. Pelo menos uma necessidade nisso tudo. Que ...
Era tarde de chuva tempória no fundo da cozinha com a porta aberta e um pé de limão tombando de lado a lado. E não lhe via chegar. Houve, então, um desligamento de toda realidade. Passou a existir um ...
Não é assintomático, preciso livrar-me – com urgência – de qualquer dúvida, incerteza, de toda dubiez, que é costumeira, insólita. Minha gênese se deu entre milhares de garrafas e pedras ou rochas. Po...
Vamos lacrar as “portas”. Todas as ideias devem ficar sem páginas. É tempo de cólera. Qualquer situação que venha causar revolta é cólera da tempestade. Sanha do tempo nosso. Impossível viajar no mund...









