Eu não pertenço à ninguém. Vivo, cada dia, escondido entre as mesas. Não pertenço à ninguém. Sou mais a lua do que o sol. Rabisco minhas palavras escondidas entre as minhas mãos, elas escorregam brinc...
Conselheiro Lafaiete, 07 de Setembro de 2024 Pátria minha, Patriazinha! O teu hino é tão lindo, recheado de vocábulos rebuscados e complexos! Inconfundível, quando os primeiros acordes ecoam! A...
Escreverei palavras e as desenharei a carvão. Todas elas desaparecerão pouco a pouco. Por certo, alguém de través, ainda que não seja um escroque, as enviarão para um cárcere subterrâneo, escuro, úmid...
Deve ser ótimo escrever assim. No mais perfeito silêncio, segredo, sigilo. Massacrar sem censura a minha falta de primor, físico ou moral. É uma paralisia, um marasmo, indolentes, apáticos e ao mesmo ...
pequeno e amado Lucas) “ENTRE DOIS MUNDOS” Uma bíblia inquieta Não se entristece [ com o leitor “A DOR ENSINA” o melhor [discurso do réu “O LEOPARDO” ingrato Despojado, despido, livre, a...
A ÚLTIMA GOTA DE SANGUE Fernando Pessoa escreveu “poetas não são artistas” Esse é meu desgosto, desagrado Minha aversão maior Jamais serei ou fui poe...
A ÚLTIMA GOTA DE SANGUE Fernando Pessoa escreveu “poetas não são artistas” Esse é meu desgosto, desagrado Minha aversão maior Jamais serei ou fui p...
Olhai o desalinho do tempo [ e do vento. O desmazelo das nuvens e das águas [as lágrimas dos homens É um sonho de singeleza no escaninho [em segredo? Vazio absoluto sem peias, sem...
Não escrevo por conta do tempo, escrevo por conta das pessoas que defendi por 33 anos. Escrevo porque advogar, de certa forma, me tornou um ser humano um pouco melhor. Deslizar com as minhas amigas pa...
Trinta e dois anos na defesa dos menos afortunados. Passei, jovem ainda, por um sistema nominado por ditadura militar. Não imaginava que após a volta da democracia tivéssemos que vivenciar as cenas la...
Não faz nenhum sentido, mesmo porque não escrevo tal qual aquele que escreve com pena de ouro – pessoa que escreve com exatidão e elegância – ficar de cócoras, agachado, fumando um cigarro e olhando p...
Confira a crônica do advogado e escritor Sílvio Lopes: O Empório de Santo Antônio das águas benditas
No velho Empório, que não era um centro de comércio internacional, mais que um mercado, de certo que sim, na realidade um armazém, uma diminuta loja de secos e molhados e bêbados engalfinhados com sua...
Não existe tranquilidade diante do tempo em que hoje existo. Nem sei mesmo se existo. Entendo que devo ser uma brincadeira idiota ou do destino ou do Criador de tudo. É de cada alma fascista pensarmos...
Ausente por muito tempo. Não construí e menos ainda fui delicado. Outrossim, não convidei quem quer que seja a ficar do meu lado. A campânula de outras almas, da minha alma, ficaram me protegendo e eu...
Sempre soube que as gavetas, malas, portas e janelas não são seguras, não estamos imunes, livres do medo, pavor e fobias, ainda que tudo hipotético. Particularmente sou um bufão, um maninelo diante de...
Trato de descobrir poesia na parede do outro lado da rua. Sei que a lua vai me confundir, amontoar a pequena esperança. Não existe nenhuma imagem, nenhum santo e muito menos um quadro. Não existe mold...
Gosto de rabiscar, traçar garatujas, encher o papel e a vida com rabiscos. Não sou poeta e jamais serei, nem mesmo daqui a duzentos anos. Sou de amargar luta rotineira com o neurônio mais estúpido que...
As noites merecem o velho Spíndola. Aliás, as noites estão a merecer uma alma &n...
Rua ou caminho empedrado, sou convidado ao silêncio. As pedras me obrigam. Estando revestido com alma feita de aço ou usando um ...
O LIVRO é minha guerra pessoal. Abre inteiramente a vida nos meus olhos, &...














