A MORTE DO PREFEITO

A MORTE DO PREFEITO

Sob as rochas, já que não existem pedras, minha alma é

                                                 [uma liga de ferro.

Sou produto não de uma utopia, ao contrário, sou fruto

                                                 [de uma distopia insana.

Desenhar versos não é mais questão de resiliência.

Todas as palavras se cansaram, estão entediadas,

Mortas pela morte na chacina desta terra, desta vida.

Excessivamente molesto,

Tenho que putativo meu imaginário.

Levo na alma uma comorbidade estranha,

                                       [muito estranha.

Sou travesso, anotando, gritando e até no silêncio.

Estou farto do que é fértil.

Pode ser um engano involuntário, um lapso

                             [sendo muito sujo, um basculho.

Não existe liberdade no meu canto escuro,

                             [vou descurar de todos e tudo.

Sílvio Lopes de Almeida Neto

Maio 7, 2021

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