DISCURSO EM UMA TERÇA-FEIRA

DISCURSO EM UMA TERÇA-FEIRA

Os melhores discursos dos homens, dos homens desse mundo de Deus, não me convencem mais. Digo que Roxana Saberi, ainda que não tenha eu feito leitura de sua obra, me acena, mesmo que perfunctoriamente, que me encontro “ENTRE DOIS MUNDOS”. Voltaire em seu “DICIONÁRIO FILOSÓFICO, tornou-me mais cético ainda, não acreditando em mais nada, todo descrente. De toda sorte, se me apresenta a ideia de não ser partidário do negacionismo, capitalismo, comunismo e, outrossim, do anarquismo. Devo gizar que me aproximo, e muito, do ceticismo pandêmico. Doutrina que prega ser e é, impossível abraçar certeza sobre qualquer coisa. Valendo-me dessa loucura toda na TERRA DOS HOMENS BONS,vou empreender fuga para “AKAKOR” e não para “PASÁRGADA” terra e sonho de Manuel Bandeira. Não tenho resiliência, capacidade de adaptação às intempéries, às alterações, aos infortúnios. Que as borrascas sejam enfrentadas pelos homens fortes. Se possível, pretendo me encontrar com Karl Brugger, mesmo que morto e, ler com ele “A CRÔNICA DE AKAKOR” uma “lenda” que lhe foi relatada por Tatunca Nara.

Sílvio Lopes de Almeida Neto
Março 23, 2021

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