Palavra feminina: Filhas da Penha

Palavra feminina: Filhas da Penha

Essa semana, nossa conversa entrará em assunto bastante importante. Você, leitora, mulher forte que me acompanha ou me lê por aqui as vezes, já empoderou outra mulher? Já explicou, ou informou alguma amiga ou parente o que a sociedade machista nos impõe até mesmo sem que percebemos? 

Ah, mas agora eu vou mais a fundo, você já salvou uma mulher?

Não precisamos de superpoderes para isso, precisamos ter apenas um pouco de atenção, pois do seu lado uma mulher pode estar passando por uma situação de violência e silenciamento. Não só a violência física, a violência psicológica, violência moral, e até mesmo violência sexual. São bastante rotineiras, e muitas mulheres não se dão conta como isso as afetam direta e indiretamente.

Há um projeto iniciado em 2020, chamado Filhas da Penha, por conta da repercussão de casos de abusos de todos os tipos nas redes sociais com mulheres da nossa região. Ele foi criado pela Maria Clara, que na época era participante do Conselho da Mulher, que já notava uma certa ineficácia das políticas públicas em relação a esse assunto, e hoje conta com a parceria de outras mulheres como a Jacqueline Oliveira e Julia Bastos.

Além delas, esse, como outros projetos voltados a proteção e ao empoderamento feminino precisa de mais, precisa de mim, de você, das suas amigas, e das mulheres que estão junto com você, para que cheguem em outras mulheres que se identificam e que podem ajudar.

Mulheres precisam de ajuda e de serem ajudadas todos os dias.  O nome do projeto, já nos lembra a grande importância que uma mulher teve no combate a violência, e a sua tamanha importância que abriu caminho para outras mulheres nessa luta.

O silêncio não protege. Então o que fazer? Não podemos deixar que alguém nos tire a liberdade. Se somos donas do nosso corpo e da nossa mente, por que permitir que alguém tome posse disso? O que dá o direito de uma pessoa controlar nossos sentimentos e ações? Vamos enumerar alguns aspectos e decorrências:

Falta de estabilidade financeira: Não podemos julgar, devemos tenta ajudar. Todos nós podemos recomeçar, e temos direito a essa chance, a vítima precisa dessa consciência.

Família e filhos: Não podemos julgar, devemos tentar ajudar. Além de carregar os filhos nas costas muitas vezes sozinha, muitas mulheres além de temerem pela própria vida temem pela vida de suas crianças. A vítima precisa de proteção.

Chantagens emocionais e sexuais: Não podemos julgar, devemos ajudar. Em um relacionamento, a pessoa que nos tira a paz, e não respeita os limites do nosso corpo não merece prioridade, o amor próprio precisa vir primeiro antes de qualquer coisa em um relacionamento. Então a vítima precisa sair dessa situação sem medo da descriminação da sociedade. Os agressores precisam ser denunciados, sempre.

                É importante lembrar que a mulher jamais, eu friso: Jamais, será inferior ao homem por conta de gênero. Sabemos que muitas também não tiveram a felicidade de escapar da violência a tempo, e isso precisa ser mudado. Então não podemos ser silenciadas, devemos buscar meios de mostrar nossa luta e valorizar a luta de outras mulheres que lutam por justiça, igualdade, representatividade, empoderamento, visibilidade e direitos. Todas nós somos Filhas da Penha.  Mulher, se empodere, e empodere outra mulher.

Nos vemos no próximo artigo.

Bárbara Duarte

Colaboradora do Minas Informa

Graduanda em Pedagogia

Instagram: @bar_baraduarte

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