Todo mundo sentiu os grandes impactos que esse ano atípico causou, e maioria das pessoas conseguirão concordar comigo, que o psicológico e o mental, foram os principais atingidos. Você, caro (a) leitor (a), com certeza teve seus dias de fraquezas, e não aguentou, fracassou, chorou ou apenas pensou: “só preciso sobreviver a esse caos”, não é mesmo? Acho que jamais pensamos o quanto é difícil “sobreviver”. Então aí vai uma pergunta: Você também pensou na sobrevivência de outra pessoa? Digo, que é um luxo e privilégio poder contar com alguém nesse momento, mas por quanto tempo alguém conseguiria ser forte o bastante para abdicar de trabalho, carreira profissional e passar por situações de extremo cansaço emocional sendo julgado por uma sociedade mais doente que o próprio vírus?
Vinha há meses me questionando, o que eu sou nessa vida, e hoje, nesse exato momento cheguei à conclusão que eu sou uma mulher como qualquer outra. E diante de toda essa fraqueza emocional mundial, eu também me dei ao luxo de ser fraca durante muitas vezes. Não se engane, esse não é um texto motivacional, mas sim um alerta. Vamos pensar quantas mulheres chegaram ao esgotamento esse ano, por falta de apoio e recursos. Você, que não é mãe por exemplo, já se perguntou como as milhares de mães brasileiras estavam cuidando de seus filhos, sem escolas e creches e mesmo assim precisando trabalhar? Além do ensino remoto, a abdicação de diversas coisas para pensar na sobrevivência de outra (s) pessoa(s).
A romantização do cansaço passou dos limites, e o abandono e a solidão, começaram a se tornar algum comum. Mas mulheres, que lutam com a depressão, e principalmente a depressão maternal, não são acolhidas, são abandonadas, e quase nunca podem abandonar. Seria como nadar contra o mar, somente com um braço, e no outro segurando um alguém tentando o salvar também. E a partir dai vem o adoecimento, a triste sensação de que isso nunca vai passar, e será que vai? Se vai, quando?
Não pense em uma mulher apenas como uma maquina de gerar vidas, porque vidas, precisam ser cuidadas e preservadas, e se ela cuida tão bem de vidas, quem cuidara da vida dela? Precisamos olhar, além de tudo isso como mulheres que são seres humanos, com milhares de qualidades, mas que também precisam viver para si mesmas. Seja a pessoa que leva o acolhimento e sensação de que ela não está sozinha. Você mulher, mãe solo, gestante ou recém mãe, você que se identificou com esse texto, a culpa não e sua, se você já caiu, tropeçou ou pensou em desistir, e também não é egoísmo da sua parte pensar mais em você as vezes. Ninguém é obrigado a ser forte o tempo todo.
Nos vemos no próximo artigo.
Bárbara Duarte
Colaboradora do Minas Informa
Graduanda em Pedagodia
Instagram: @bar_baraduarte














Um comentário
Muito bom! Temos que reconhecer nossas fraquezas como algo normal a todo ser humano.