Categoria aprova proposta do governo federal e retoma atividades acadêmicas no dia 10 de junho
Após 50 dias de paralisação, os professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiram, em assembleia realizada nesta quarta-feira (5/6), encerrar a greve iniciada em 15 de abril. A decisão foi tomada após a categoria aprovar, por maioria, a proposta apresentada pelo governo federal envolvendo reajustes salariais e reestruturação da carreira docente.
O retorno das atividades acadêmicas está previsto para a próxima segunda-feira, 10 de junho. A reitoria da UFMG informou que já está trabalhando em um plano de reposição das aulas e que o calendário acadêmico será readequado para minimizar prejuízos aos estudantes.
Durante a greve, os professores reivindicaram aumento real de salário, recomposição orçamentária das universidades federais e melhorias nas condições de trabalho. A proposta aceita prevê reajuste escalonado até 2026, além de revisão nos critérios de progressão funcional.
Em nota, o Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior de Belo Horizonte (Apubh) destacou que a mobilização foi fundamental para garantir avanços concretos nas negociações. Já o Ministério da Educação reafirmou o compromisso com o fortalecimento das universidades públicas.
A paralisação impactou mais de 30 mil alunos e centenas de disciplinas em cursos de graduação e pós-graduação. Estudantes, embora preocupados com o atraso no cronograma, demonstraram apoio às reivindicações dos docentes.
A greve da UFMG fez parte de um movimento nacional que mobilizou dezenas de universidades federais. Com o fim da paralisação em Minas Gerais, outras instituições seguem em processo de deliberação sobre o retorno às atividades.
















