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Polícia Civil investiga criação de nudes falsos com uso de inteligência artificial em Minas Gerais

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Mais de 20 estudantes foram vítimas de montagens; especialistas alertam para riscos crescentes de crimes digitais e falta de legislação específica

A Polícia Civil de Minas Gerais abriu investigação após denúncias de que imagens de alunas, algumas menores de idade, teriam sido manipuladas com o uso de inteligência artificial (IA) para criar montagens pornográficas. O caso veio à tona nesta semana e já envolve mais de 20 estudantes de escolas públicas e particulares na região metropolitana de Belo Horizonte.

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Segundo os investigadores, as imagens foram criadas a partir de fotos comuns das vítimas extraídas de redes sociais, como Instagram e WhatsApp. Por meio de ferramentas de IA generativa, os rostos foram inseridos em corpos nus, criando conteúdo falso com alto nível de realismo. Os materiais foram posteriormente compartilhados em grupos de mensagens e fóruns da internet.

A Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos está à frente do caso e já identificou alguns suspeitos. A pena para quem produz ou compartilha imagens íntimas falsas pode chegar a até 5 anos de prisão, com agravantes quando as vítimas são adolescentes.

Especialistas em direito digital alertam para o crescimento desse tipo de crime e a ausência de uma legislação robusta que regule o uso de IA generativa no Brasil. “Essas ferramentas, se mal utilizadas, tornam-se armas de destruição moral e psicológica, especialmente entre jovens”, afirma a advogada Bianca Sampaio, especialista em crimes virtuais.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais informou que acompanha o caso e que todas as vítimas estão recebendo apoio psicológico. As escolas também iniciaram campanhas de conscientização sobre segurança digital.

A sociedade civil e o Ministério Público já se mobilizam para exigir maior controle e responsabilização sobre as plataformas que hospedam esse tipo de conteúdo, bem como sobre os desenvolvedores de ferramentas de IA não reguladas.

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