Gema bruta avaliada em R$ 16 milhões pode ser o segundo maior diamante já registrado no Brasil
Coromandel, município do Alto Paranaíba, em Minas Gerais, voltou a chamar a atenção do setor mineral brasileiro e internacional após a descoberta de um diamante bruto de 647 quilates. A pedra preciosa foi retirada por garimpeiros locais e já é considerada a segunda maior do tipo encontrada em território nacional — ficando atrás apenas do famoso “Presidente Vargas”, de 726 quilates, descoberto em 1938.
A gema foi avaliada inicialmente em cerca de R$ 16 milhões, embora especialistas alertem que o valor pode subir consideravelmente após análise técnica e eventual lapidação. O diamante foi transportado sob escolta para Belo Horizonte, onde passará por exames da Agência Nacional de Mineração (ANM) e será submetido ao processo de certificação internacional (Processo Kimberley), que assegura sua origem legal.
A descoberta causou grande repercussão entre especialistas e investidores do setor de mineração. Para a economia local, a expectativa é de impacto positivo com o aumento da movimentação no comércio, serviços e arrecadação de impostos, como a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração Mineral).
Contudo, ambientalistas alertam para os riscos associados à intensificação do garimpo na região, especialmente em áreas próximas ao Rio Santo Antônio do Bonito. O Ministério Público Estadual já acompanha o caso e deve avaliar a regularidade das licenças ambientais envolvidas.
Com uma longa história de descobertas de grandes pedras preciosas, Coromandel reafirma seu lugar como uma das regiões mais ricas em diamantes no Brasil. Especialistas do setor afirmam que a descoberta poderá atrair novos investimentos e acelerar debates sobre a modernização do garimpo legalizado no país.
















