Ofensiva terrestre em Gaza: Israel avança sobre Gaza City
Ofensiva terrestre em Gaza ganha novo capítulo nesta terça-feira (18) com o início da operação israelense dentro de Gaza City, maior cidade do território palestino e palco de semanas de bombardeios.
Operação militar sem prazo definido
Segundo um oficial das Forças de Defesa de Israel, que falou sob condição de anonimato, a “fase principal” da incursão envolve tropas que avançam dos arredores em direção ao centro urbano. O objetivo declarado é destruir a infraestrutura militar do Hamas, estimada em 2 000 a 3 000 combatentes remanescentes e uma rede de túneis subterrâneos.
Fontes militares não divulgaram cronograma, mas a imprensa israelense projeta uma campanha de meses. Na madrugada, explosões contínuas foram relatadas por moradores, enquanto edifícios inteiros ruíam sob ataques aéreos.
Êxodo de civis e denúncias internacionais
Veículos carregados de colchões, móveis e água formaram longas filas na estrada costeira de Gaza. Estimativas israelenses apontam que 350 000 pessoas já deixaram a cidade, que abrigava cerca de 1 milhão de habitantes antes dos avisos de evacuação. A ONU calcula 220 000 deslocados apenas no último mês.
No mesmo dia, especialistas independentes do Conselho de Direitos Humanos da ONU acusaram Israel de genocídio — acusação rejeitada por Tel Aviv como “distorcida e falsa”. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que “Gaza está em chamas”.
Hospitais sobrecarregados confirmaram pelo menos 69 mortes nas primeiras horas da ofensiva. O Hospital Shifa recebeu 49 corpos, entre eles 22 crianças; Al-Ahli recebeu 17 e Al-Quds, três, de acordo com autoridades médicas locais.
Números do conflito e pressão por cessar-fogo
Desde 7 de outubro de 2023, quando militantes liderados pelo Hamas mataram cerca de 1 200 israelenses e sequestraram 251, a contra-ofensiva de Israel deixou 64 900 palestinos mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. A pasta afirma que metade das vítimas são mulheres e crianças.
Famílias dos 48 reféns ainda em poder do Hamas — 20 deles supostamente vivos — protestaram diante da residência do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, exigindo a interrupção da ofensiva e a retomada de negociações.
Em visita relâmpago, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, advertiu que “a janela para um acordo está se fechando rapidamente”. A mediação regional envolve Catar e Egito, este último endurecendo o discurso e classificando Israel como “inimigo” pela primeira vez desde o tratado de paz de 1979, conforme destacado pela ONU News.
O avanço militar israelense em Gaza City reforça a urgência de um cessar-fogo duradouro, enquanto a população civil paga o preço mais alto da escalada.
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Crédito da imagem: Global News















