TikTok: EUA e China selam acordo preliminar de venda
Acordo TikTok EUA China ganhou forma após rodada de negociações em Madri, onde autoridades dos dois países definiram a estrutura para transferir o controle da plataforma para investidores norte-americanos.
TikTok: EUA e China selam acordo preliminar de venda
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou que Washington e Pequim fecharam um “acordo-quadro” sobre a mudança de propriedade do TikTok. O entendimento foi alcançado no fim de semana, durante o quarto encontro bilateral de comércio na capital espanhola.
Bessent afirmou que o presidente americano, Donald Trump, e o premiê chinês, Xi Jinping, conversam na sexta-feira para tentar concluir os termos finais. “Os detalhes comerciais pertencem às partes privadas, mas já houve consenso”, declarou.
Negociações avançam apesar de impasse tarifário
Li Chenggang, representante de comércio internacional da China, confirmou, via agência estatal Xinhua, que os dois governos obtiveram “consenso fundamental” para resolver o impasse em torno do aplicativo, reduzir barreiras de investimento e ampliar a cooperação econômica. Um quinto encontro deve ocorrer nas próximas semanas, podendo preparar uma cúpula entre Trump e Xi até o início de 2025.
A pressão sobre o TikTok começou quando Congresso e Casa Branca, sob alegações de segurança nacional, aprovaram uma lei que exige a venda da participação da ByteDance, controladora sediada em Pequim. Trump já prorrogou o prazo para o banimento mais de uma vez; a atual extensão vence nesta quarta-feira, dois dias antes da chamada telefônica prevista entre os líderes.
Histórico da plataforma
Fundada em 2012 por Zhang Yiming, a ByteDance lançou o Douyin em 2016 e, no ano seguinte, criou a versão internacional TikTok. A compra do Musical.ly consolidou a presença da empresa no Ocidente. Com crescimento acelerado durante a pandemia de COVID-19, o aplicativo acumulou milhões de usuários e suscitou questionamentos sobre proteção de dados e influência algorítmica.
Imagem: Josh Boak And Suman Naishadham
Segundo a Associated Press, o governo americano insiste que qualquer acordo inclua salvaguardas que impeçam o acesso de Pequim a informações de usuários nos EUA.
No momento, as condições comerciais exatas permanecem confidenciais, mas analistas alertam que novos choques tarifários podem adiar a visita presidencial e o desfecho definitivo do contrato.
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Crédito da imagem: Global News














