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Minas Gerais bate recorde de superávit no comércio com outros estados e movimenta R$ 21,2 bilhões

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Subtítulo: Indústria automotiva lidera crescimento, com destaque para a Stellantis em Betim; setor impulsiona economia mineira e reforça papel estratégico do estado.

Minas Gerais registrou, em 2024, o maior superávit comercial interestadual da sua história: um saldo positivo de R$ 21,2 bilhões nas transações com outras unidades da federação. Os dados, divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas, indicam um desempenho robusto das exportações internas, especialmente no setor industrial, com protagonismo para a cadeia automotiva.

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O destaque vai para a atuação da Stellantis, gigante do setor instalada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Responsável por boa parte do volume de vendas de veículos, peças e componentes para outros estados, a montadora tem se consolidado como uma das principais exportadoras nacionais dentro do território brasileiro.

Segundo o relatório estadual, os principais destinos das mercadorias mineiras foram São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. Produtos industriais, especialmente automóveis, autopeças, equipamentos mecânicos e eletroeletrônicos, lideraram a pauta de exportação interestadual, seguidos por produtos agroindustriais e minérios processados.

“Esse desempenho é reflexo direto da diversificação econômica que o estado vem promovendo, com incentivos à indústria, logística e inovação”, afirma Leonardo Andrade, economista da Fundação João Pinheiro. “A Stellantis é um exemplo claro de como políticas de incentivo e infraestrutura adequada podem gerar impacto macroeconômico regional.”

A empresa, que opera na planta de Betim desde 1976, anunciou recentemente a expansão de sua linha de produção com foco em veículos híbridos e elétricos, o que deve aumentar ainda mais sua presença no mercado nacional e internacional.

Além da indústria automotiva, o agronegócio e a indústria alimentícia também contribuíram para o superávit, com aumento nas vendas interestaduais de café industrializado, laticínios e derivados de milho.

O resultado tem reflexo direto na arrecadação estadual e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) mineiro. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Minas registrou um crescimento acima da média nacional em 2024, impulsionado justamente pelo comércio interestadual e pelo fortalecimento de seus polos industriais.

Para 2025, a expectativa é ainda mais otimista. A previsão da Secretaria de Desenvolvimento é que o saldo continue positivo, com crescimento acima de 6%, impulsionado por novos investimentos em logística e pela expansão das Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) no estado.

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