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Dono de distribuidora de bebidas é executado com sete tiros em frente ao próprio comércio

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Um empresário do setor de bebidas foi morto a tiros na madrugada desta terça-feira (23), em Belo Horizonte. O crime ocorreu em frente à distribuidora que a vítima mantinha no bairro Santa Amélia, na região da Pampulha. O homem, de 39 anos, foi alvejado com pelo menos sete disparos, segundo a perícia da Polícia Civil.

De acordo com testemunhas, o comerciante havia acabado de chegar ao local para realizar tarefas rotineiras antes da abertura do estabelecimento. Por volta das 4h30, ele foi surpreendido por dois homens que chegaram em uma motocicleta. Sem anunciar assalto, os suspeitos efetuaram diversos disparos à queima-roupa e fugiram em alta velocidade.

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Moradores relataram ter ouvido os tiros e acionaram imediatamente a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas o empresário já estava sem vida quando o socorro chegou. Câmeras de segurança da rua registraram a ação e devem ser analisadas pelos investigadores nos próximos dias.

A identidade da vítima não foi revelada oficialmente até o fechamento desta reportagem, mas vizinhos afirmam que ele era conhecido na região por ser trabalhador e discreto. O estabelecimento comercial funcionava há mais de oito anos no mesmo ponto e atendia clientes no atacado e varejo.

A Polícia Civil trata o caso como execução, descartando inicialmente a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte), já que nenhum pertence foi levado. Uma das linhas de investigação apura se o crime está relacionado a dívidas, disputas comerciais ou algum tipo de desentendimento pessoal. Familiares e funcionários deverão ser ouvidos para ajudar a esclarecer a motivação do assassinato.

Peritos recolheram cápsulas de pistola calibre 9 mm no local, o que reforça a suspeita de que os autores tenham planejado a ação com antecedência. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte, e o caso está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da capital.

O clima no bairro é de medo e indignação. Comerciantes vizinhos temem por novas ocorrências e cobram mais patrulhamento policial na região, especialmente durante a madrugada. A Polícia Militar informou que vai intensificar as rondas na área nos próximos dias.

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