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Julgamento de Bolsonaro no STF começa às 9h terça

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Julgamento de Bolsonaro no STF começa às 9h terça

Julgamento de Bolsonaro no STF abre nesta terça-feira (02), às 9h, a fase decisiva da ação penal que apura tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

Julgamento de Bolsonaro no STF começa às 9h terça

A sessão inaugural vai até meio-dia, com retomada às 14h, prosseguindo até 19h. A TV Justiça, canal oficial do Supremo Tribunal Federal, exibirá todas as audiências em tempo real, também pelo YouTube.

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O processo reúne oito réus e cinco magistrados. Além do ex-presidente Jair Bolsonaro, respondem:

• Alexandre Ramagem — ex-diretor da Abin;

• Almir Garnier — ex-comandante da Marinha;

• Anderson Torres — ex-ministro da Justiça;

• Augusto Heleno — ex-chefe do GSI;

• Paulo Sérgio Nogueira — ex-ministro da Defesa;

• Walter Braga Netto — ex-ministro e ex-candidato a vice;

• Mauro Cid — ex-ajudante de ordens.

A Procuradoria-Geral da República aponta o grupo como núcleo central de uma organização criminosa armada que tentou impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os crimes atribuídos estão golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e organização criminosa, cuja soma de penas pode alcançar 43 anos.

As sessões seguintes ocorrerão em 03, 09, 10 e 12 de setembro, sempre pela manhã, com intervalos vespertinos nos dias 10 e 12. O cronograma completo está disponível no site do STF.

Conforme a coluna de Malu Gaspar, os ministros devem debater pelo menos três pontos sensíveis: a dosimetria da pena de Bolsonaro, a possibilidade de unificação dos crimes de golpe e abolição do Estado Democrático de Direito, e a manutenção dos benefícios negociados pelo delator Mauro Cid, que teria omitido fatos em depoimentos.

Julgamento de Bolsonaro no STF começa às 9h terça - Imagem do artigo original

Imagem: Marcelo Camargo

A defesa informou que Bolsonaro pretende acompanhar o julgamento em casa, onde cumpre prisão domiciliar, alegando problemas de saúde e crises de soluço que resultam em vômitos.

No contexto inédito de militares e ex-ministros no banco dos réus, o veredicto pode redefinir a jurisprudência sobre crimes contra a democracia no país.

Para entender outros desdobramentos políticos, acesse nossa cobertura completa na editoria Brasil e acompanhe as atualizações em tempo real.

Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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