Jato de plasma solar canibal alcança a Terra nesta terça
Jato de plasma solar canibal alcança a Terra nesta terça, segundo projeções do Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC) da NOAA. O fenômeno resulta de duas ejeções de massa coronal (CMEs) originadas da mancha solar AR4204 no sábado (30), quando uma erupção de classe M2.8 permaneceu ativa por cerca de três horas.
Jato de plasma solar canibal alcança a Terra nesta terça
A NOAA indica que a primeira CME abrirá caminho para uma segunda e mais intensa, criando o chamado “CME canibal” – quando uma ejeção mais rápida alcança a anterior, fundindo-se e potencializando a tempestade no espaço. A chegada do material está prevista para a madrugada entre segunda (1º) e terça-feira (2), com possibilidade de tempestade geomagnética de nível G2, podendo escalar a G3.
No sistema de classificação de erupções solares, a letra M representa explosões de forte intensidade, superadas apenas pelos eventos da classe X. O índice numérico refina a força: um M2, por exemplo, é o dobro de um M1. A erupção do fim de semana foi um M2.8, intensidade suficiente para lançar grande quantidade de plasma eletricamente carregado em direção ao nosso planeta.
Impactos possíveis e onde observar as auroras
Eventos de nível G2 podem causar oscilações em redes elétricas de alta latitude e interferir em comunicações de rádio. Caso o cenário escale a G3, satélites em órbita também podem ser afetados. Por outro lado, as partículas solares reagem com gases da atmosfera terrestre e intensificam as auroras. O Met Office britânico projeta o fenômeno visível até em regiões incomuns, como a Ânglia Oriental, as Terras do Meio e o País de Gales, desde que o céu esteja limpo.
Nos Estados Unidos, auroras poderão ser vistas mais ao sul, abrangendo estados como Oregon, Illinois e Nova York. Segundo a física de clima espacial Tamitha Skov, as condições de observação devem se prolongar até quarta-feira (3), oferecendo múltiplas oportunidades ao público.
Imagem: Internet
Entenda o ciclo solar
O Sol atravessa ciclos de 11 anos; atualmente, vivemos o Ciclo Solar 25. Nos picos de atividade, a superfície solar exibe várias manchas, regiões onde linhas magnéticas torcidas podem se romper, liberando energia em forma de CMEs. A NASA explica que essas explosões projetam bilhões de toneladas de plasma a milhões de quilômetros por hora.
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Crédito da imagem: JHelioviewer/SDO/SOHO
















