Flotilha para Gaza parte de Barcelona com 20 barcos
Flotilha para Gaza parte de Barcelona com 20 barcos no maior esforço marítimo já organizado para furar o bloqueio israelense imposto há 18 anos à Faixa de Gaza. A frota, batizada de Global Sumud Flotilla, leva alimentos, água e remédios, e reúne delegações de 44 países.
Ajuda humanitária e pressão internacional
Com cerca de 20 embarcações, que vão de iates antigos a pequenos veleiros, o comboio zarpou no domingo (11) sob aplausos de milhares de apoiadores no porto de Barcelona. De acordo com os organizadores, navios adicionais vindos da Itália e da Tunísia devem se juntar ao grupo nos próximos dias, elevando a frota a aproximadamente 70 barcos antes da etapa final rumo a Gaza, prevista para chegar entre 14 e 15 de setembro.
Entre os participantes estão a ativista sueca Greta Thunberg, a ex-prefeita de Barcelona Ada Colau, parlamentares e jornalistas. Thunberg relembrou que esta é sua segunda tentativa no ano: em junho, foi deportada por Israel após o navio Madleen ser interceptado em águas internacionais.
Números da crise em Gaza
O conflito iniciado em 7 de outubro de 2023 já deixou mais de 63 000 mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Pelo menos 332 palestinos, entre eles 124 crianças, morreram de desnutrição. A ofensiva israelense limita a entrada de suprimentos, e especialistas alertam para risco iminente de fome generalizada.
A Organização das Nações Unidas (ONU) classifica a situação humanitária como crítica, destacando a necessidade urgente de corredores seguros para envio de mantimentos. O governo israelense, contudo, reiterou no fim de semana que pode suspender ou reduzir ajuda ao norte do território enquanto amplia operações militares contra o Hamas.
Tentativas anteriores e bloqueio marítimo
Esta é a quarta tentativa de romper o cerco via mar em 2024. Iniciativas anteriores — Conscience, Madleen e Handala — foram interceptadas pela Marinha israelense, e cargas de fórmulas infantis, comida e medicamentos foram confiscadas. O bloqueio naval a Gaza foi imposto em 2006 e, desde então, apenas uma quantidade restrita de bens entra por rotas terrestres monitoradas.
Imagem: Staff The Associated Pres
Com a Global Sumud Flotilla, ativistas esperam abrir um corredor permanente. “O mundo precisa reagir; crianças estão organizando os próprios funerais”, disse o ator irlandês Liam Cunningham durante a coletiva de imprensa, exibindo vídeo da menina palestina Fatima, morta quatro dias antes da partida.
No encerramento do evento em Barcelona, porta-voz Saif Abukeshek afirmou que a flotilha só retornará “quando Gaza receber a ajuda necessária”.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















