IFIX avança 15% e FIIs mantêm captação robusta
IFIX avança 15% e FIIs mantêm captação robusta mesmo em um ambiente de juros elevados. Entre janeiro e setembro de 2025, os fundos imobiliários levantaram R$ 31,5 bilhões, valor que já supera todo o montante de 2023 e representa 71% do recorde de R$ 44,3 bilhões registrado em 2024.
IFIX avança 15% e FIIs mantêm captação robusta
Segundo levantamento da Hedge Investments, a indústria de fundos imobiliários (FIIs) pode encerrar 2025 com captação próxima de R$ 40 bilhões, caso o ritmo atual se mantenha. Para o sócio-fundador da gestora, André Freitas, a resiliência surpreendeu o mercado, que esperava retração maior após a manutenção da taxa Selic em patamar elevado.
O desempenho positivo das cotas acompanha o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX), que acumula alta de 15% no ano. A perspectiva de cortes na Selic é apontada por analistas como gatilho adicional para valorização das cotas e novas ofertas. “Quando os juros começam a recuar, os FIIs tradicionalmente ganham tração”, afirma Freitas.
Máximo Lima, sócio da HSI Investimentos, concorda que a queda da taxa básica pode abrir “janela” para emissões. Ele avalia, contudo, que o ritmo dos cortes será determinante: reduções tímidas tenderiam a limitar o efeito positivo, enquanto quedas acentuadas poderiam reacender pressões inflacionárias.
Os fundos de papel, que investem majoritariamente em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), lideram as captações de 2025, respondendo por 33% do total (R$ 10,4 bilhões). A busca das incorporadoras por alternativas ao crédito bancário — hoje mais caro e restrito — tem direcionado o fluxo para o mercado de capitais, observa Jorge Nobre, da CVPAR.
Para ampliar a liquidez, muitas gestoras têm aceitado a entrega de imóveis como pagamento de parte das novas cotas. Foi o caso do TRX Real Estate (TRXF11), que captou R$ 1,25 bilhão em meados do ano e já anunciou nova oferta de até R$ 3 bilhões baseada na mesma estratégia. Outra inovação envolve a emissão de classes de cotas sênior e subordinada, modelo adotado por gestoras como Life Capital, Paladina e a própria Hedge, garantindo fluxo previsível à parcela de menor risco.
Imagem: Estadão Cteúdo
Além dos R$ 31,5 bilhões já consolidados, há R$ 25 bilhões em ofertas protocoladas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para serem efetivadas nos próximos meses, reforçando o sentimento de otimismo no segmento.
Dados atualizados sobre o IFIX podem ser acompanhados diretamente no site da B3, referência para investidores brasileiros.
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Crédito da imagem: Getty Images/ Canva















