Lula define plano de transição energética em 60 dias
Lula define plano de transição energética em 60 dias ao determinar que quatro ministérios entreguem, em até dois meses, proposta detalhada para reduzir gradualmente o uso de combustíveis fósseis no Brasil.
Lula define plano de transição energética em 60 dias
Publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira (8), o despacho presidencial obriga os ministérios de Minas e Energia, Fazenda, Meio Ambiente e Mudança do Clima, além da Casa Civil, a apresentarem uma resolução ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
O documento deverá traçar diretrizes para um “mapa do caminho” que assegure transição justa, planejada e financeiramente viável. Entre os pontos centrais está a criação de um Fundo de Transição Energética, abastecido com parte das receitas federais provenientes da exploração de petróleo e gás natural.
A iniciativa surge logo após a COP30, realizada em Belém, onde não houve consenso global sobre metas para eliminação dos fósseis, apesar da defesa brasileira. De acordo com a agência Reuters, o governo pretende usar o fundo como mecanismo permanente de financiamento a projetos de energias renováveis, eficiência energética e capacitação profissional.
O mercado reagiu de forma positiva. Por volta das 14h36, as ações das usinas sucroenergéticas apresentavam alta: São Martinho (SMTO3) avançava 2,05%, Raízen (RAIZ4) ganhava 2,41% e Jalles Machado (JALL3) subia 0,34%. Analistas atribuem a movimentação à expectativa de maior demanda por etanol e bioenergia, considerados substitutos imediatos da gasolina e do diesel.
Especialistas destacam ainda que a sinalização de uso de royalties do petróleo para financiar a transição cria previsibilidade de longo prazo. O CNPE deverá avaliar a proposta tão logo seja entregue, podendo transformá-la em política pública ainda no primeiro semestre de 2026.

Imagem: Equipe Mey Times
Com a contagem regressiva iniciada, governo, empresas e investidores aguardam os próximos passos que definirão o ritmo da economia verde no país.
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Crédito da imagem: Reuters/Esa Alexander















