Home / ESPORTES / Ídolos do Cruzeiro que nunca jogaram a Copa do Mundo

Ídolos do Cruzeiro que nunca jogaram a Copa do Mundo

Advertisements
Advertisements

Ídolos do Cruzeiro que nunca jogaram a Copa do Mundo

Ídolos do Cruzeiro que nunca jogaram a Copa do Mundo resumem uma frustração rara no futebol brasileiro: apesar do enorme prestígio em campo, Fábio, Alex e Dirceu Lopes ficaram fora de todas as listas para o principal torneio da Seleção Brasileira.

Ídolos do Cruzeiro que nunca jogaram a Copa do Mundo

Entre diferentes gerações, o trio divide um destino incomum. Dirceu Lopes, camisa 10 histórico, teve o ciclo perfeito para integrar os Mundiais de 1966, 1970 e 1974, mas terminou convocado apenas para a Copa América de 1975. Mesmo eleito melhor meia do Campeonato Brasileiro em 1970, 1971 e 1973, e dono de 220 gols com a camisa celeste, o craque perdeu espaço após a troca de João Saldanha por Zagallo meses antes do tri no México.

Advertisements
Advertisements

A ausência de Dirceu contrasta com a presença constante de colegas como Tostão, Piazza e Nelinho, que representaram o Cruzeiro em quatro Copas seguidas. Ainda assim, ele empilhou títulos estaduais e foi destaque na Taça Brasil de 1966, quando o clube derrotou o Santos de Pelé.

Duas décadas depois, Alex repetiu o roteiro de brilho sem Mundial. Protagonista de 49 jogos e 12 gols pela Seleção entre 1998 e 2006, o meia esperava integrar o elenco pentacampeão de 2002, dada a parceria vitoriosa com Luiz Felipe Scolari no Palmeiras. A lista final, porém, privilegiou Ricardinho e o então jovem Kaká. Nas Copas seguintes, mesmo sendo ídolo no Fenerbahçe, o camisa 10 também foi preterido. No currículo pela Amarelinha, restaram as conquistas das Copas América de 1999 e 2004.

Mais recente é o caso de Fábio, goleiro recordista de partidas no futebol brasileiro e hoje titular do Fluminense. Convocado para a Copa das Confederações de 2003 e a Copa América de 2004 — ambas sem entrar em campo —, o atleta jamais estreou pela Seleção. Da fase de auge, entre 2009 e 2018, surgiram cobranças públicas, mas o preparador de goleiros Taffarel admitiu em entrevistas que via “outros nomes mais preparados” para os Mundiais da África do Sul, Brasil e Rússia. Segundo a FIFA, Fábio reúne mais de 1.000 jogos oficiais na carreira e títulos como três Copas do Brasil, três Brasileiros e a Libertadores de 2023.

Os três ídolos exaltam o paradoxo do futebol nacional: qualidade de sobra nem sempre garante vaga em Copa. Questões de momento, preferência técnica e mudanças de comando pesaram contra eles, deixando uma lacuna nos currículos mais vitoriosos da história cruzeirense.

Para saber como outros talentos brasileiros lidaram com ausências na Seleção, visite nossa editoria Brasil e continue acompanhando as análises esportivas.

Crédito da imagem: Lucas Merçon/Fluminense, Arquivo Estado de Minas, Jorge Gontijo e Paulo Filgueiras/EM/DA Press

Advertisements
Advertisements