Arena MRV: Atlético traça plano para virar potência
Arena MRV é o pilar da nova estratégia do Atlético para ampliar receitas, diversificar parcerias e tornar-se referência em eventos esportivos e de entretenimento na América Latina.
Arena MRV: Atlético traça plano para virar potência
Contratado em março, o economista Márcio Freire assumiu a vice-presidência de negócios do clube com uma meta clara: transformar o estádio em “maior espaço de eventos e engajamento de marcas da região”. Ex-executivo de Google, Meta e Itaú, ele ficará à frente dos setores comercial, marketing, sócio-torcedor e novos produtos.
Freire destacou três frentes para acelerar o faturamento alvinegro. A primeira é repensar o modelo de parceria. Em vez de negociações puramente transacionais, o dirigente pretende oferecer soluções customizadas aos patrocinadores, combinando exposição em camisa, plataformas digitais e experiências exclusivas dentro da Arena MRV. “A conversa passa a ser sobre objetivo de negócio do parceiro, não apenas sobre colocar a marca em um painel”, resumiu.
O segundo pilar foca na operação dos dias de jogo. O executivo quer elevar o ticket médio sem afastar torcedores de menor renda. Para isso, prevê melhorias em alimentação, bebidas, pré-jogo na esplanada e pacotes de upgrade instantâneo para lounges e camarotes. A ideia é que o torcedor encontre opções variadas de acordo com seu poder aquisitivo, reduzindo a dependência de resultados em campo.
Completa o plano o aumento de eventos não futebolísticos. Em 2023, a arena gerou R$ 6 milhões com shows. A expectativa para 2025 é dobrar esse número e, até 2030, alcançar R$ 30 milhões anuais. A parceria com a Live Nation já garante seis espetáculos internacionais por temporada, enquanto novas negociações podem acrescentar dois grandes shows ainda este ano.
O dirigente também admitiu que o contrato de naming rights, firmado em 2020 por R$ 71,7 milhões, está defasado. Embora elogie a relação com a construtora, ele não descarta renegociar a marca ou desenhar um acordo ampliado que aumente o retorno financeiro no médio prazo.

Imagem: Pedro Souza
Para sustentar o crescimento, Freire reforça a “tríade” empresas-torcida-clientes. Segundo ele, oferecer valor consistente a cada público é pré-requisito para multiplicar receitas. Dados da CBF mostram que arenas multiuso conseguem elevar em até 40% o faturamento de clubes que diversificam fontes de renda, cenário que o Atlético pretende replicar.
Apesar do endividamento da SAF, o vice-presidente vê futuro “brilhante”. “Temos um time engajado e oportunidades gigantescas. O desafio é evoluir de um modelo transacional para um consultivo, alinhado às melhores práticas do mercado”, concluiu.
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Crédito da imagem: Pedro Souza/Atlético















