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Estrela fóssil de 13 bilhões de anos revela origem do cosmos

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Estrela fóssil de 13 bilhões de anos revela origem do cosmos

Estrela fóssil de 13 bilhões de anos localizada na periferia da Via Láctea está ajudando astrônomos a decifrar como as primeiras gerações estelares surgiram logo após o Big Bang.

Fóssil cósmico indica condições do Universo primordial

Batizada de GDR3_526285, a estrela foi identificada por uma equipe internacional liderada pelo astrofísico brasileiro Guilherme Limberg, do Institute for Cosmic Physics da University of Chicago. Publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, o estudo descreve o objeto como um verdadeiro “relíquia cósmica”, pois mantém composição química quase intacta desde a formação do Universo.

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Com apenas 0,002% da metalicidade observada no Sol, a estrela é extremamente pobre em elementos pesados – todos os átomos além de hidrogênio e hélio. Esse índice sugere que o astro descende diretamente das primeiras estrelas formadas, antes que sucessivas supernovas enriquecessem o gás interestelar com metais.

Técnicas avançadas para encontrar estrelas raras

Para chegar à GDR3_526285, os pesquisadores analisaram milhares de candidatos utilizando fotometria, método que estima a composição química por meio da luz emitida. “Aplicamos filtros que indicam metalicidade ultrabaixa e, só então, partimos para observações mais detalhadas”, explicou Limberg em entrevista ao programa Olhar Espacial.

A descoberta desafia modelos clássicos que preveem a necessidade de certa quantidade de metais para que as nuvens de gás se resfriem e colapsem, formando novas estrelas. O estudo sugere que um mecanismo chamado dust cooling — no qual minúsculos grãos de poeira dissipam calor — pode viabilizar o nascimento estelar mesmo em ambientes praticamente sem metais.

Limberg destaca que compreender objetos tão antigos é essencial para testar teorias sobre a evolução química do cosmos. “Cada estrela primitiva encontrada funciona como uma janela para o passado”, afirmou.

Pesquisadores de instituições como a NASA acompanham achados do gênero para aprimorar simulações que explicam a transição entre as primeiras e as atuais gerações de estrelas.

Descobertas como a de GDR3_526285 reforçam a importância de grandes levantamentos celestes e inspiram missões futuras capazes de rastrear fósseis estelares ainda mais antigos.

Quer saber mais sobre pesquisas que expandem nosso conhecimento do Universo? Confira outras reportagens na editoria Brasil do Minas Informa e continue atualizado.

Crédito da imagem: ESA/Digitized Sky Survey 2

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