Agência Mundial Antidoping restringe uso de dados de atletas
Agência Mundial Antidoping restringe uso de dados de atletas após firmar um acordo de conformidade com o Comissariado de Privacidade do Canadá, comprometendo-se a utilizar informações pessoais altamente sensíveis somente para fins de controle antidoping.
Compromisso encerra investigação canadense
O Escritório do Comissário de Privacidade do Canadá anunciou, nesta terça-feira (data conforme fuso de Ottawa), que a Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês) adotará uma série de medidas para impedir que federações esportivas internacionais ou organizações antidoping empreguem os dados coletados de atletas para qualquer outro propósito.
Segundo o comissário Philippe Dufresne, a WADA “é depositária de informações pessoais extremamente sensíveis de milhares de atletas ao redor do mundo” e agora reforça a garantia de que esses dados permanecerão restritos ao objetivo para o qual foram obtenidos.
Pontos principais do acordo
De acordo com o documento, assinado pelo diretor-geral e pelo presidente da agência:
- O Código Mundial Antidoping será atualizado até 1º de janeiro de 2027 para explicitar que dados inseridos no sistema ADAMS só poderão ser usados em ações antidoping.
- Em até um mês, a WADA terá de comunicar a nova regra a todas as organizações antidoping afiliadas.
- Relatórios trimestrais de progresso deverão ser enviados ao órgão canadense até que todas as mudanças estejam implementadas.
- O comissário mantém o direito de recorrer à Justiça caso considere que o acordo está sendo descumprido.
A agência, sediada em Montreal, declarou em nota que “leva a sério a privacidade dos dados dos atletas” e garantiu estar em conformidade com leis como a PIPEDA canadense. Ainda assim, não admitiu violação de normas, mas disse estar “disposta a cooperar com reguladores para acompanhar as melhores práticas de privacidade”.
Origem da investigação
O inquérito foi aberto em novembro de 2024, após queixa de que amostras biológicas teriam sido repassadas a federações para avaliar elegibilidade por sexo, sem consentimento dos esportistas. Caso confirmado, o procedimento infringe a legislação de privacidade vigente no Canadá desde que a WADA passou a se submeter a ela, em 2015.

Imagem: Internet
Conforme o site oficial da WADA, o pacto foi celebrado poucos meses após o encerramento dos Jogos Olímpicos de Inverno na Itália e antes da Copa do Mundo da FIFA, que começará em três meses no Canadá, EUA e México.
No fechamento, o documento frisa que a assinatura não significa reconhecimento da jurisdição canadense sobre a matéria, mas ratifica o compromisso da WADA em atender a todas as obrigações previstas.
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Crédito da imagem: Global News
















