Doença de Chagas: Oeste de MG reforça ações em abril
Doença de Chagas: Oeste de MG reforça ações em abril marca o mês dedicado à conscientização, quando municípios da macrorregião Oeste de Minas Gerais intensificaram campanhas para prevenir, diagnosticar e tratar a enfermidade.
Doença de Chagas: Oeste de MG reforça ações em abril
Instituído pela Organização Mundial da Saúde em 2019, o Dia Mundial da Doença de Chagas é lembrado em 14 de abril para chamar atenção de governos, profissionais e comunidade sobre uma enfermidade ainda classificada como negligenciada. Seguindo essa diretriz, o Programa de Doença de Chagas (PCDCh) da Secretaria de Estado de Saúde tem fortalecido a integração entre Vigilância e Atenção à Saúde na macrorregião Oeste. A iniciativa abrange monitoramento do triatomíneo (barbeiro), testagem de grupos de risco e oferta de tratamento antiparasitário aos casos confirmados.
Durante todo o mês, nove municípios realizaram atividades educativas. Em Passa Tempo, uma maquete mostrou os esconderijos mais comuns do barbeiro nas residências. Itatiaiuçu e Oliveira promoveram palestras interativas em escolas urbanas, enquanto Itaguara e Pitangui levaram a discussão às comunidades rurais, sensibilizando estudantes sobre sintomas e medidas de prevenção.
Em Lagoa da Prata, médicos e enfermeiros passaram por treinamento específico de vigilância epidemiológica e manejo clínico. Bom Despacho inseriu o tema nos currículos de escolas e no Centro de Atenção Psicossocial, destacando a importância de não matar o inseto, mas enviá-lo para análise laboratorial. Cláudio organizou dinâmicas com fotos de insetos para que os alunos aprendessem a identificar corretamente o vetor, e Divinópolis capacitou agentes comunitários para reforçar a busca ativa.
Segundo Victor Hugo de Azevedo Almeida, referência de mobilização social em Bom Despacho, a participação popular demonstrou como a educação em saúde “faz diferença no cuidado com a comunidade”. Cecília Castro, de Cláudio, relatou que a atividade fotográfica despertou “curiosidade e participação ativa” dos estudantes.
Anualmente, estima-se que 6 a 7 milhões de pessoas vivam com a doença no mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde. O diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado evitam complicações cardíacas e digestivas graves, reforçam especialistas da Superintendência Regional de Saúde de Divinópolis.

Imagem: Prefeitura de Pitangui
As ações continuarão ao longo do ano, com foco na testagem de gestantes e na orientação de equipes da Atenção Primária, reforçando o compromisso regional com a eliminação da transmissão vetorial.
Para saber mais sobre iniciativas de saúde pública em Minas Gerais, visite nossa editoria Brasil e acompanhe as próximas atualizações.
Crédito da imagem: Arquivos dos municípios















