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Taxas dos DIs disparam com tensão da guerra no Oriente Médio

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Taxas dos DIs disparam com tensão da guerra no Oriente Médio

Taxas dos DIs voltaram a subir com força nesta quinta-feira (5), acompanhando o movimento global de fuga para ativos considerados seguros após a intensificação da guerra no Oriente Médio.

Taxas dos DIs disparam com tensão da guerra no Oriente Médio

Depois de uma pausa na véspera, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram o pregão em alta superior a 20 pontos-base em determinados vencimentos. O DI para janeiro de 2028 fechou a 12,975% ao ano, avanço de 19 pontos-base frente ao ajuste anterior de 12,781%. Na ponta mais longa da curva, o DI para janeiro de 2035 saltou 24 pontos-base, para 13,68%.

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O movimento reflete a busca de proteção dos investidores diante da escalada do conflito. Mísseis iranianos atingiram território israelense, enquanto Israel respondeu com ataques a Teerã. Além disso, navios-tanque foram alvo no Golfo Pérsico e drones iranianos entraram no Azerbaijão, aumentando as tensões geopolíticas.

Com o aumento da aversão ao risco, o dólar voltou a pressionar o real e os rendimentos dos Treasuries norte-americanos subiram. O cenário descrito pela agência Reuters elevou receios sobre inflação global e política monetária dos Estados Unidos, o que se refletiu diretamente na renda fixa brasileira.

No Brasil, cresce a discussão sobre o tamanho do próximo corte da Selic, atualmente em 15% ao ano. Opções de Copom negociadas na B3 apontavam, na terça (3), 53,5% de probabilidade de redução de 50 pontos-base e 36% para corte de 25 pontos-base. Antes do início do conflito, as chances de um corte maior eram de 77,5%.

Em evento em São Paulo, o diretor de Política Monetária do Banco Central, Nilton David, afirmou que a calibragem da Selic este mês “não implica afrouxamento” e reforçou que o ciclo continuará em patamar restritivo. Ele reiterou que a sinalização de cortes futuros dada em janeiro permanece válida.

Mais cedo, o IBGE divulgou que a taxa de desemprego atingiu 5,4% no trimestre encerrado em janeiro, alinhada às expectativas de mercado e inferior aos 6,5% registrados um ano antes.

Com a incerteza sobre a guerra e seus impactos econômicos, investidores seguem ajustando posições defensivas, o que deve manter as taxas dos DIs voláteis nos próximos pregões.

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Crédito da imagem: iStock/peshkov

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