Dados do PIX expostos: Banco Central alerta clientes
Dados do PIX expostos: Banco Central alerta clientes A autoridade monetária informou que 5.290 chaves vinculadas a contas do Agibank SA ficaram visíveis a terceiros entre 26 de dezembro de 2024 e 30 de janeiro de 2025, permitindo acesso a nome, CPF mascarado, instituição, agência, número e tipo de conta.
Possíveis golpes e cuidados imediatos
Embora senhas, saldos e extratos não tenham sido acessados, especialistas em Direito Digital lembram que informações cadastrais bastam para golpes de engenharia social. A advogada Bruna Oliveira cita fraudes de falso suporte bancário, phishing via e-mail ou WhatsApp e abertura indevida de contas usando dados combinados a vazamentos anteriores.
Sinais de alerta envolvem ligações inesperadas que pedem “confirmações rápidas”, mensagens com links fora dos canais oficiais e ameaças de bloqueio em curto prazo. O Banco Central reforça que qualquer comunicação legítima sobre o incidente será feita apenas pelo aplicativo ou internet banking do Agibank; telefonemas, SMS, WhatsApp ou e-mails devem ser ignorados.
Exposição x vazamento: qual a diferença?
Na nota oficial, o BC diferencia exposição de vazamento: na primeira, os dados ficam disponíveis e podem ser copiados; na segunda, há confirmação do acesso indevido. Apesar disso, o órgão ressalta que o risco prático é semelhante, pois sistemas automatizados conseguem capturar informações rapidamente.
O caso será apurado e pode resultar em multa, suspensão ou até exclusão do Agibank do ecossistema PIX, conforme a gravidade, de acordo com as regras publicadas pelo próprio Banco Central (veja detalhes).
Como se proteger agora
Bruna recomenda reduzir temporariamente limites do PIX, especialmente no período noturno, habilitar autenticação em dois fatores e monitorar movimentações, inclusive de baixo valor, nas próximas semanas. Prints de contatos suspeitos devem ser arquivados.

Imagem: Internet
Caso haja indício de fraude, o primeiro passo é registrar protocolo junto ao banco. Se a resposta for insuficiente, o consumidor pode acionar o Banco Central pelo Consumidor.gov.br. Boletim de ocorrência on-line é indicado diante de tentativa de golpe, uso indevido de identidade ou prejuízo. Reclamações relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados podem ser dirigidas à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Em nota, o BC classificou o incidente como falha pontual e reafirmou que apenas dados cadastrais foram atingidos. Até o fechamento desta edição, o Agibank não havia se manifestado oficialmente.
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Crédito da imagem: Banco Central do Brasil















