Cometa 3I/ATLAS exibe metais raros e intriga astrônomos
Cometa 3I/ATLAS exibe metais raros e intriga astrônomos ao revelar concentrações incomuns de níquel e ferro em sua pluma de gás, segundo estudo publicado no repositório arXiv e ainda em revisão por pares.
Cometa 3I/ATLAS exibe metais raros e intriga astrônomos
A equipe internacional utilizou o Espectrógrafo Echelle Ultravioleta e Visível (UVES), instalado no Very Large Telescope (VLT) do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, para monitorar o visitante interestelar enquanto ele avança pelo Sistema Solar. Os dados indicam que o cometa 3I/ATLAS libera níquel de forma constante mesmo a temperaturas muito abaixo do ponto de sublimação habitual desse metal, enquanto o ferro só foi detectado quando o objeto se aproximou a 2,64 unidades astronômicas do Sol.
A proporção de níquel para ferro é significativamente maior do que a observada em 2I/Borisov e nos cometas nativos do Sistema Solar, sugerindo processos químicos extremos ou condições de formação ainda não compreendidas. Essa característica faz do corpo, estimado em aproximadamente cinco quilômetros de diâmetro e 33 bilhões de toneladas, um exemplar sem paralelo entre os visitantes interestelares já catalogados.
No fim da semana, o cometa 3I/ATLAS passará a apenas 29 milhões de quilômetros de Marte. Instrumentos das missões Mars Reconnaissance Orbiter, Mars Express e ExoMars Trace Gas Orbiter devem captar imagens em alta resolução, contribuindo para estimativas mais precisas do tamanho do núcleo e para análises detalhadas de sua composição.
Observações anteriores do Telescópio Espacial Hubble, a 570 milhões de quilômetros da Terra, já revelaram uma coma rica em dióxido de carbono. Agora, a oportunidade de observação a partir de Marte pode oferecer pistas adicionais sobre a origem do objeto e aprofundar o debate científico iniciado por especialistas como Avi Loeb, da Universidade de Harvard, que cogita cenários químicos incomuns para explicar a alta concentração de níquel.
Imagem: ATLAS
De acordo com o Observatório Europeu do Sul, entender a composição de corpos como o 3I/ATLAS é fundamental para traçar um panorama mais amplo sobre a diversidade de materiais que circulam entre as estrelas.
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Crédito da imagem: ATLAS / Universidade do Havaí / NASA















