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Putin responde a Trump e desafia poder militar da OTAN

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Putin responde a Trump e desafia poder militar da OTAN

Putin responde a Trump e desafia poder militar da OTAN. Falando no Fórum Valdai, em Sochi, o presidente russo rebateu a declaração de Donald Trump de que a Rússia seria um “tigre de papel” e perguntou: “então, o que é a OTAN?”.

Putin responde a Trump e desafia poder militar da OTAN

Durante o evento, Vladimir Putin afirmou que as forças russas avançam “ao longo de toda a linha de frente” na Ucrânia e sustentou que “praticamente toda a OTAN” já está engajada contra Moscou. O líder russo ironizou a avaliação de Trump, feita na semana passada, de que Moscou seria frágil militarmente. “Se estamos enfrentando todo o bloco da OTAN e mesmo assim avançamos, e ainda somos um tigre de papel, então o que a OTAN é?”, provocou.

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Putin também minimizou denúncias europeias de invasão do espaço aéreo da aliança por drones russos. Em tom jocoso, prometeu “não repetir” sobrevoos na Dinamarca e disse não possuir drones com autonomia para alcançar Lisboa.

O Kremlin, porém, adotou postura mais grave ao comentar a possível transferência de mísseis de cruzeiro Tomahawk para Kiev. Segundo Putin, o uso desses sistemas exigiria participação direta de militares norte-americanos, inaugurando “uma etapa qualitativamente nova de escalada” no conflito. Até agora, Washington não oficializou nenhuma decisão sobre o envio desse armamento.

Apesar das críticas, o presidente russo elogiou tentativas de Trump de intermediar um acordo de paz, classificando o encontro de agosto no Alasca como “produtivo”. Ainda assim, acusou países da OTAN de alimentarem “histeria” sobre um suposto plano russo de atacar membros da aliança, hipótese que considerou “impossível de acreditar”.

Putin voltou a exibir dados de controle territorial: “quase toda” a província de Luhansk, 81% de Donetsk e cerca de 75% das regiões de Zaporizhzhia e Kherson estariam sob domínio russo. Ele reiterou que a Ucrânia padece de falta de tropas e enfrenta deserções, defendendo negociações para encerrar a guerra.

Para analistas, o discurso reforça a estratégia russa de legitimar ganhos no campo de batalha enquanto pressiona os Estados Unidos a evitar novos envios de armas sofisticadas. A repercussão internacional segue intensa; detalhes adicionais podem ser conferidos na cobertura da agência Reuters, referência global em informação.

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Crédito da imagem: Global News

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