Casos suspeitos de hantavírus investigados na Espanha e ilha
Casos suspeitos de hantavírus investigados na Espanha e ilha mobilizam autoridades sanitárias internacionais. Uma espanhola de 32 anos, internada em Alicante, e um morador da remota Tristan da Cunha, no Atlântico Sul, estão sob observação após contato indireto com viajantes que adoeceram durante um cruzeiro.
Casos suspeitos de hantavírus investigados na Espanha e ilha
De acordo com o Ministério da Saúde da Espanha, a paciente sentou-se duas fileiras atrás de uma passageira que morreu em 26 de abril, após testar positivo para hantavírus. Apesar do contato ter sido breve, ela apresentou sintomas compatíveis e permanece em isolamento hospitalar. Outros viajantes do mesmo voo, entre eles uma comissária holandesa, foram avaliados e tiveram resultado negativo.
No Reino Unido, o ministro para Territórios Ultramarinos, Stephen Doughty, confirmou que um habitante de Tristan da Cunha também apresenta sinais da infecção. O paciente está hospitalizado, enquanto o cônjuge cumpre quarentena domiciliar. Quatro moradores da ilha que desembarcaram em Santa Helena, ponto anterior do cruzeiro, são acompanhados pelas autoridades locais.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que, até o momento, são cinco casos confirmados e três suspeitos ligados ao navio MV Hondius. A embarcação, com mais de 140 passageiros e tripulantes, deve ancorar em Tenerife neste fim de semana. O plano espanhol prevê desembarque em área isolada, transferência para um hospital militar em Madri, testes PCR no dia da chegada e sete dias depois, além de aferição de temperatura duas vezes ao dia.
O hantavírus costuma ser transmitido pela inalação de excrementos de roedores; raramente ocorre transmissão pessoa a pessoa. O período de incubação pode chegar a oito semanas, e não há tratamento específico, mas a identificação precoce aumenta as chances de recuperação. Para ampliar a capacidade diagnóstica, a OMS despachou 2.500 kits de teste a laboratórios em cinco países.
Passageiros são classificados como de alto ou baixo risco, conforme o grau de exposição. Aqueles que mantiveram contato próximo com infectados poderão ser orientados a medir a temperatura diariamente por 42 dias, período máximo previsto para a variante Andes, a cepa envolvida no surto.

Imagem: Internet
As investigações seguem sob coordenação da OMS e das autoridades sanitárias da Espanha, Reino Unido, Holanda e Argentina. Segundo especialistas, a rápida aplicação de medidas de isolamento e rastreamento de contatos pode impedir que o surto evolua para uma epidemia de maior escala.
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Crédito da imagem: Global News
















