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Peter Magyar assume como primeiro-ministro da Hungria

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Peter Magyar assume como primeiro-ministro da Hungria

Peter Magyar assume como primeiro-ministro da Hungria neste sábado, 9 de maio, encerrando 16 anos de domínio de Viktor Orbán e inaugurando uma agenda de reformas que promete reverter medidas vistas como prejudiciais à democracia.

Peter Magyar assume como primeiro-ministro da Hungria

Aos 45 anos, o líder de centro-direita conquistou vitória expressiva nas urnas em 12 de abril, garantindo ao recém-criado partido Tisza maioria constitucional no Parlamento. Com isso, o novo governo tem base para anular leis aprovadas durante a gestão de Orbán, classificadas por críticos como concentradoras de poder.

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A posse de Peter Magyar foi recebida positivamente por investidores internos e externos. O forint alcançou o maior nível em quatro anos frente ao euro, enquanto os rendimentos dos títulos soberanos recuaram. Pesquisas de opinião divulgadas após a eleição mostram aumento no apoio popular ao Tisza.

Apesar do clima favorável, o premiê enfrenta desafios imediatos. Dados de 8 de maio indicam que o déficit orçamentário já consumiu 71% da meta anual, pressionado pelos gastos eleitorais do governo anterior. Além disso, bilhões de euros em recursos da União Europeia continuam bloqueados por preocupações com o Estado de Direito.

Magyar estabeleceu 25 de maio como prazo para firmar acordo com Bruxelas e liberar o financiamento, crucial para impulsionar a economia que saiu da estagnação no primeiro trimestre. Ele também prometeu combater a corrupção, suspender transmissões de notícias da televisão estatal para revisar sua linha editorial e reafirmar a orientação ocidental da Hungria, distanciando-se da aproximação com o Kremlin registrada nos últimos anos.

O aumento dos custos de energia, associado ao conflito no Oriente Médio, representa outro obstáculo para o país, altamente dependente de importações. Segundo Magyar, “o povo húngaro nos deu um mandato para abrir um novo capítulo” e pôr fim a “décadas de deriva”.

No Parlamento, o novo chefe de governo reiterou que mudanças estruturais serão acompanhadas de diálogo com a sociedade civil. “Não queremos apenas trocar o governo; queremos mudar o sistema”, declarou.

Magyar terá pouco tempo para traduzir o entusiasmo inicial em resultados concretos. O desempenho econômico nos próximos meses e a capacidade de destravar os fundos europeus serão vitais para manter a confiança do eleitorado e dos mercados.

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Crédito da imagem: REUTERS/Bernadett Szabo

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