Aposentadoria de ministro do STF sacode política mineira
Aposentadoria de ministro do STF sacode política mineira ao criar uma vaga cobiçada no Supremo e redefinir estratégias eleitorais em Minas Gerais. A saída antecipada de Luís Roberto Barroso, anunciada em 10 de outubro de 2025, pegou até colegas de toga de surpresa e colocou o senador Rodrigo Pacheco no centro de duas disputas simultâneas: a cadeira no tribunal e a sucessão estadual em 2026.
Aposentadoria de ministro do STF sacode política mineira
Formado em Direito e com trânsito respeitável no Senado, Pacheco alimenta o desejo de vestir a capa de ministro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, porém, preferiria vê-lo no palanque mineiro, ciente de que o segundo maior colégio eleitoral do país será decisivo em seu projeto político. Entre as lideranças próximas, a avaliação é de que a vaga aberta por Barroso é “a chave” das articulações.
Pacheco, entretanto, não está sozinho na corrida. O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, surge como favorito por integrar o núcleo de confiança de Lula, possuir boa interlocução no STF e ter apoio de bancadas evangélicas. Outro nome forte é o ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas. Na última sexta-feira, a lista ganhou a ministra do Superior Tribunal de Justiça, Daniela Teixeira, estimulando a pressão para que Lula indique uma mulher.
O impasse faz Pacheco adiar qualquer decisão sobre concorrer ao governo estadual. Caso fique fora do Supremo e ainda assim decline da candidatura, o Plano B do Palácio do Planalto recai sobre o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. Tido como articulador pouco paciente, Kalil carrega o peso da indisciplina partidária, mas preserva recall eleitoral. Outra alternativa é a prefeita de Contagem, Marília Campos, hoje cotada para vice em eventual chapa capitaneada por Pacheco e que garantiria presença direta do PT.
Em Brasília, o termômetro político acompanha cada movimento. Segundo reportagem da Globo, Lula pretende anunciar o escolhido até o fim de novembro para evitar desgaste prolongado. Até lá, a cena mineira permanecerá suspensa, refletindo a dança de cadeiras em torno da mais alta Corte do país.
Imagem: Paulo Cesar Magella
Quer entender como outras decisões em Brasília impactam Minas Gerais? Acesse nossa editoria de Brasil e siga acompanhando as atualizações.
Crédito da imagem: Paulo Cesar Magella
















