Ações do Magazine Luiza despencam após prejuízo
Ações do Magazine Luiza despencam após prejuízo no primeiro trimestre de 2026, levando o papel (MGLU3) a recuar cerca de 8% no Ibovespa nesta sexta-feira (8). A queda veio depois de a varejista reportar prejuízo líquido ajustado de R$ 33,9 milhões, revertendo o lucro de R$ 11,2 milhões de um ano antes.
Ações do Magazine Luiza despencam após prejuízo
Na visão contábil, que inclui itens não recorrentes, o prejuízo atingiu R$ 55,2 milhões. O Ebitda ajustado recuou 5,4% em base anual, para R$ 717,6 milhões, enquanto a margem Ebitda cedeu 0,3 ponto, para 7,8%.
Por volta de 15h40, os papéis eram negociados a R$ 7,28, baixa de 8,31%, segundo dados da B3. A performance negativa refletiu a leitura de que o balanço frustrou expectativas, sobretudo na operação digital.
O que dizem os analistas
BTG Pactual classificou o resultado como fraco, mas manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 12. O banco destacou o avanço de 6,4% nas vendas mesmas lojas e a queda de 11% no comércio eletrônico.
JP Morgan viu números operacionais abaixo do previsto, com GMV encolhendo 6% e Ebitda 5% aquém do consenso. A casa reiterou “Underweight” (venda).
BB Investimentos manteve postura neutra e preço-alvo de R$ 9,60, apontando menor ritmo de vendas digitais e impacto dos juros elevados sobre o resultado financeiro.
Itaú BBA também seguiu neutro, com preço-alvo de R$ 10, e informou acompanhar de perto a capacidade de geração de caixa.
XP Investimentos considerou o trimestre fraco e citou pressão sobre vendas on-line; a recomendação segue neutra.

Imagem: Lorena Matos
Por fim, o Banco Safra enxergou números “ligeiramente negativos” e chamou atenção para a queima de caixa de R$ 600 milhões, mantendo recomendação neutra e preço-alvo de R$ 10.
Perspectivas
Em comum, as casas de análise ressaltam três desafios para o Magalu: demanda enfraquecida em eletrônicos, concorrência mais intensa no marketplace e juros altos que inibem o consumo. Por outro lado, a companhia tem preservado margens ao priorizar rentabilidade, disciplina de custos e desempenho das lojas físicas.
Para investidores, o cenário sugere cautela: apenas o BTG mantém visão positiva, enquanto a maior parte do mercado prefere aguardar sinais de retomada nas vendas on-line e menor pressão sobre caixa.
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Crédito da imagem: Magazine Luiza/Reprodução















