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Febre amarela no Norte de Minas: Cievs reforça vacinação

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Febre amarela no Norte de Minas: Cievs reforça vacinação

Febre amarela no Norte de Minas: Cievs reforça vacinação abre uma força-tarefa regional após epizootias confirmadas em macacos e risco de circulação viral em 18 municípios.

Febre amarela no Norte de Minas: Cievs reforça vacinação

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) Regional de Montes Claros reuniu, em videoconferência, mais de 100 profissionais de saúde nesta quarta-feira (6/5) para atualizar protocolos de vigilância e ampliar a cobertura vacinal contra a febre amarela no Norte de Minas. A mobilização ganhou urgência depois de epizootias registradas em Pirapora, Buritizeiro, Urucuia, Glaucilândia, São João do Pacuí e Coração de Jesus, duas delas já ligadas ao vírus.

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A coordenadora do Cievs, Agna Soares da Silva Menezes, destacou que a reunião buscou “sensibilizar sobre um potencial problema de saúde” e acelerar a investigação de novas mortes de primatas. Desde 2022, a Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Montes Claros promove treinamentos práticos de coleta e transporte de amostras, em parceria com o IFNMG e o Centro de Controle de Zoonoses de Belo Horizonte.

Dezoito municípios — entre eles Montes Claros, Janaúba e Salinas — estão na categoria 2 de risco, exigindo monitoramento rápido de coberturas vacinais. A SRS orienta que essas cidades alcancem a meta de 95% de imunização. Hoje, a taxa regional é de 83,04% para pessoas de 9 meses a 59 anos, segundo a referência em imunização Mônica de Lourdes Rochido.

A superintendente regional, Dhyeime Marques, ressaltou que a vacina continua sendo “a principal forma de prevenção”. Quem nunca recebeu o imunizante deve tomar uma dose; crianças precisam da primeira aplicação aos 9 meses e reforço aos 4 anos. Pessoas com alergia grave a ovo, imunossuprimidos graves, gestantes e idosos são contraindicados para a vacina.

Conforme o médico Mariano Fagundes Neto, a morte de macacos funciona como alerta precoce de surtos em humanos, com antecedência de até cinco meses. Mudanças climáticas e urbanização de vetores, como os mosquitos Haemagogus e Aedes aegypti, elevam o risco de casos urbanos, cenário que levou a Organização Pan-Americana da Saúde a emitir recente aviso. Dados oficiais indicam 35 casos suspeitos no Brasil em 2024.

A febre amarela é de notificação compulsória imediata. Para diagnóstico, a bioquímica Núbia Pereira da Silva orienta coleta de sangue já no primeiro atendimento, o que permite identificar rapidamente a circulação viral. Mais informações sobre a doença estão disponíveis no portal do Ministério da Saúde.

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Crédito da imagem: Mariano Fagundes Neto

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