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Acesso ao crédito recua em Minas Gerais, apesar de melhora no emprego: entenda o impacto para o consumidor

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O cenário econômico em Minas Gerais mostra sinais mistos neste mês de julho de 2025. Enquanto indicadores apontam para uma leve recuperação na confiança do consumidor e melhora no mercado de trabalho, o acesso ao crédito continua em retração, dificultando o planejamento financeiro de milhares de famílias mineiras.

Segundo levantamento da Fecomércio MG, o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 88,1 pontos em junho, um crescimento discreto de 0,8 ponto em relação a maio. No entanto, o resultado ainda permanece abaixo da zona de otimismo, que começa a partir dos 100 pontos. A principal preocupação continua sendo o acesso ao crédito, que caiu 0,2% no período, refletindo maior dificuldade em obter financiamentos ou compras a prazo.

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Crédito restrito: entrave para o consumo

De acordo com o estudo, 40,9% dos entrevistados declararam que o crédito está mais difícil em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa percepção tem impactado diretamente o consumo das famílias, com 47,5% afirmando que pretendem reduzir os gastos nos próximos meses. Apenas 35,7% projetam um aumento no consumo.

Mesmo com a melhora na percepção de estabilidade no emprego e na renda, a cautela predomina. A sensação de segurança no emprego caiu de 98,1 para 97,3 pontos, e o nível de satisfação com a renda continua estagnado.

Crédito do Trabalhador: alternativa em expansão

Em paralelo à queda do crédito tradicional, o programa federal Crédito do Trabalhador tem ganhado força em Minas Gerais. Com taxas de juros mais acessíveis (média de 3,47% ao mês), a modalidade já liberou R$ 1,3 bilhão no estado em 2025, beneficiando, principalmente, trabalhadores com carteira assinada que recebem até quatro salários mínimos.

Segundo o Ministério do Trabalho, mais de 60% dos contratos foram firmados por essa faixa de renda, indicando que a iniciativa tem atingido seu público-alvo. O consignado, por ter desconto direto na folha de pagamento, reduz o risco de inadimplência e permite taxas mais baixas em comparação aos créditos pessoais tradicionais.

Consumo consciente e planejamento

Especialistas em finanças alertam que, mesmo com programas como o Crédito do Trabalhador, é fundamental que os consumidores avaliem com cautela a contratação de empréstimos, considerando sua capacidade de pagamento e evitando o endividamento excessivo.

O atual cenário mineiro aponta para uma transição delicada, com sinais de retomada econômica, mas ainda marcada por restrições que exigem atenção do consumidor e políticas públicas mais abrangentes para inclusão financeira.

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