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Surto de febre Oropouche preocupa autoridades de saúde em Minas Gerais: casos aumentam 335% em 2025

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Minas Gerais enfrenta um aumento alarmante de casos de febre Oropouche em 2025, segundo dados recentes do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG). Apenas entre janeiro e maio deste ano, foram 1.300 diagnósticos confirmados, um salto de 335% em relação aos 302 casos registrados durante todo o ano anterior. O avanço da doença acendeu o alerta das autoridades sanitárias e mobilizou ações emergenciais em várias regiões do estado.

A febre Oropouche é uma arbovirose transmitida principalmente por mosquitos, como o Culicoides paraensis (conhecido como maruim) e o Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika. Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, além de náuseas e, em alguns casos, manifestações neurológicas.

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Segundo especialistas, o crescimento expressivo nos diagnósticos se deve não apenas ao aumento real de infecções, mas também à adoção de testes mais precisos por PCR, que passaram a ser amplamente utilizados pela rede pública de saúde. Com isso, casos antes subnotificados estão sendo identificados com mais precisão.

Em 2024, Minas já havia liderado o ranking nacional de internações por arboviroses, com 47 mil hospitalizações e 1.700 mortes, representando 14% dos casos graves no país. Com o avanço da Oropouche, o temor é de nova sobrecarga no sistema de saúde, especialmente em municípios com infraestrutura limitada.

Diante do cenário, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) anunciou a intensificação das ações de combate ao mosquito, incluindo campanhas de conscientização, aplicação de inseticidas e eliminação de criadouros. A população também está sendo orientada a usar repelentes, telas de proteção, roupas compridas e a evitar o acúmulo de água parada.

Ainda não há vacina ou tratamento específico para a febre Oropouche. A orientação médica é para o manejo dos sintomas com hidratação, repouso e monitoramento médico, especialmente em casos com sinais de agravamento.

A SES-MG reforça que o combate à doença depende da participação ativa da sociedade, já que grande parte dos focos de mosquitos se encontra em áreas residenciais. A febre Oropouche, até então pouco conhecida, torna-se agora mais uma preocupação no já complexo cenário das doenças tropicais no Brasil.

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