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XP lidera dividendos segundo JPMorgan; ação pode a R$136

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XP lidera dividendos segundo JPMorgan; ação pode a R$136

XP lidera dividendos segundo JPMorgan; ação pode a R$136 XP dividendos ganham destaque após relatório do banco americano indicar rendimento de até 13% e preço-alvo de R$ 136 para as BDRs.

XP lidera dividendos segundo JPMorgan; ação pode a R$136

Fora dos tradicionais setores de mineração, petróleo e energia, a XP Inc. foi apontada pelo JPMorgan como uma das maiores pagadoras de dividendos da B3. De acordo com o relatório divulgado em 29 de junho de 2026, o dividend yield da companhia pode alcançar entre 12% e 13%, posicionando a corretora entre os retornos mais altos no universo de cobertura do banco.

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Os analistas explicam que a XP é negociada a aproximadamente sete vezes o lucro estimado para 2027, relação considerada atrativa frente ao potencial de geração de capital. A expectativa é de desbloqueio de R$ 2,5 bilhões a R$ 8 bilhões em capital excedente, permitindo ao menos R$ 5 bilhões em distribuição aos acionistas via dividendos e recompras.

No cenário-base, a projeção de lucro para 2026 aponta crescimento de 7% sobre 2025, mas o estudo também traça hipóteses em que a companhia estagna ou avança 13%. Mesmo na leitura mais conservadora, o banco calcula remuneração próxima de 13%, reforçando a visão de risco-retorno favorável.

Atualmente, o retorno sobre patrimônio (ROE) da XP gira em torno de 21% e deve terminar 2026 entre 16% e 19%. As ações negociam a 1,6 vez o valor patrimonial, com ROE potencial de 23% para 2027. Segundo o JPMorgan, tais métricas sustentam a recomendação de compra e o preço-alvo de R$ 136 — upside de cerca de 61% em relação às cotações do fim de junho.

Entre 2022 e 2026, a empresa recomprou aproximadamente 50 milhões de papéis, reduzindo o número total em circulação para 519 milhões. O banco vê margem para continuidade desse movimento, sobretudo nos níveis atuais de preço, o que pode elevar o payout recorrente a 60% no longo prazo.

Apesar das perspectivas positivas, o relatório lembra que a trajetória de juros e a confiança dos investidores seguem como principais catalisadores. A XP enfrentou desafios recentes, como queda de 74 para 61 pontos no índice de satisfação do cliente (NPS) e impactos de um relatório de vendedor a descoberto, fatores que limitaram o desempenho dos papéis — recuo de 1,5% no ano, contra alta de 9% do ETF EWZ.

O JPMorgan, contudo, acredita que a combinação de elevado rendimento, crescimento dos ativos sob custódia e avaliação descontada favorece a recuperação das ações. Mais detalhes sobre o conceito de dividend yield podem ser conferidos no material de referência da Investopedia.

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Crédito da imagem: Divulgação/Nasdaq

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