Xi Jinping visita o Tibete e marca 60 anos de controle
Xi Jinping visita o Tibete e marca 60 anos de controle ao desembarcar em Lhasa nesta quarta-feira para celebrar as seis décadas desde a criação da Região Autônoma do Tibete, estabelecida por Pequim em 1965.
Comemoração oficial e mensagem de “Tibete socialista”
Recebido por grupos étnicos que agitavam flores e dançavam, o presidente chinês pediu a construção de um “Tibete socialista moderno, unido, próspero, civilizado, harmonioso e belo”, segundo a agência estatal Xinhua. A visita é rara: a última viagem de Xi à região ocorreu em 2021, evidenciando o controle rígido que o governo mantém sobre o planalto himalaio.
Seis décadas de controle e acusações de repressão
As forças comunistas ocuparam o território em 1951. Quatorze anos depois, Mao Tsé-Tung oficializou a Região Autônoma do Tibete, instaurando décadas de repressão política que incluíram a derrubada de monastérios budistas e a prisão de monges. Nos últimos anos, organizações internacionais denunciam a transferência em massa de chineses da etnia han, a restrição a jornalistas e estrangeiros, além da separação de crianças tibetanas em internatos onde predomina o ensino em mandarim.
Relatório da Human Rights Watch aponta que a repressão tornou-se mais sistemática após os protestos de 2008, enquanto Pequim alega ter reduzido a pobreza e ampliado a infraestrutura local.
Dalai Lama, fronteira com a Índia e tensões regionais
Pequim reivindica o direito de escolher o próximo Dalai Lama, líder espiritual tibetano que vive exilado na Índia desde 1959 e completou 90 anos recentemente. Na véspera da visita, tibetanos exilados protestaram na Índia contra a presença do chanceler chinês no país. A fronteira contestada entre China e Índia, que corre pelo sul do Tibete, recebe projetos de estradas e instalações que podem ter uso militar, aumentando a tensão bilateral.
Imagem: Kyodews via ZUMA Press.
Ao encerrar a agenda em Lhasa, Xi reiterou que o Tibete “sempre pertenceu à China”, posição rejeitada por muitos tibetanos que defendem ter vivido de forma autônoma ao longo de séculos sob governo teocrático budista.
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Crédito da imagem: Global News















