Wall Street perde US$ 2 trilhões após Trump elevar tarifas
Wall Street perde US$ 2 trilhões após Trump elevar tarifas ao intensificar a disputa comercial com a China. Um novo pronunciamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disparado na manhã de sexta-feira (10), derrubou o S&P 500 e eliminou cerca de US$ 2 trilhões em valor de mercado em apenas uma sessão.
Wall Street perde US$ 2 trilhões após Trump elevar tarifas
O índice S&P 500 estava a poucos pontos de renovar o recorde histórico quando Trump afirmou que Pequim adotou postura “extraordinariamente agressiva” no comércio, citando uma “carta extremamente hostil”. A declaração fez evaporar o otimismo que dominava Wall Street nos dias anteriores.
A reação veio depois de o governo chinês exigir licenças para exportação de produtos que contenham terras raras — minerais cruciais para painéis solares, baterias e componentes militares. Pequim também determinou inspeções reforçadas para empresas que utilizam esses metais em aplicações de defesa. Aproximadamente 70% da produção mundial de terras raras sai da China, tornando o setor estratégico.
No início da noite, Trump ameaçou impor tarifa adicional de 100% a todos os produtos chineses que ingressarem nos Estados Unidos, dobrando a carga já existente, hoje em torno de 40%. Essa possibilidade aumentou o temor de uma guerra comercial de maiores proporções e levou investidores a zerarem posições em grandes companhias de tecnologia e manufatura.
De acordo com estimativa da Bespoke Investment Group, divulgada pela CNBC, a perda instantânea de valor de mercado somou US$ 2 trilhões. Analistas vinham apostando em trégua parcial entre Washington e Pequim, sobretudo após isenções concedidas a gigantes como a Apple. A nova escalada frustrou essas projeções e colocou em dúvida o crescimento da economia norte-americana, ainda dependente de componentes importados para automóveis, painéis solares e eletrônicos.
Imagem: Liliane de Lima
O maior risco no radar agora é a retaliação da China a bens dos Estados Unidos, possibilidade que reavivou lembranças do confronto tarifário iniciado em 2018. Caso Pequim responda na mesma intensidade, economistas alertam para impacto direto no PIB de ambos os países e maior volatilidade nos mercados globais.
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Crédito da imagem: REUTERS/Carlos Barria; Montagem: Money Times















