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Nutrição infantil: hábitos familiares moldam saúde, aponta UFJF

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Nutrição infantil: hábitos familiares moldam saúde, aponta UFJF

Nutrição infantil: hábitos familiares moldam saúde, aponta UFJF é a conclusão de um extenso projeto conduzido pela pesquisadora Ana Paula Cândido, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). O estudo mostra que aquilo que pais comem, o ambiente onde vivem e as condições socioeconômicas interferem diretamente no peso e no desenvolvimento de crianças de 3 a 6 anos.

Nutrição infantil: hábitos familiares moldam saúde, aponta UFJF

Docente do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva e líder do grupo Pipa Kids, Ana Paula acompanha a mesma amostra infantil ao longo de vários anos para verificar como escolhas cotidianas influenciam indicadores como IMC, perfil lipídico, qualidade do sono e tempo de exposição a telas. A equipe já avaliou cerca de 200 crianças e respectivos cuidadores em escolas parceiras de Juiz de Fora, realizando medições antropométricas, coleta de sangue e atividades lúdicas.

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Segundo a pesquisadora, o comportamento dos pais é decisivo na fase chamada de “modelagem”. “Quando o responsável pratica atividade física ou prefere frutas, a criança tende a imitar”, explica. O problema surge quando a lancheira escolar carrega biscoitos recheados, refrigerantes e chips, itens mais baratos que alimentos in natura. Esse padrão, associado à queda na atividade física, eleva o risco de obesidade e deficiências nutricionais já na infância.

Além dos fatores domésticos, o trabalho aponta a importância do ambiente escolar como promotor de saúde. Embora a merenda balanceada esteja disponível, muitos alunos trocam o cardápio por produtos industrializados levados de casa. O grupo defende que o resultado da pesquisa subsidie políticas públicas, tornando frutas e verduras mais acessíveis e orientando famílias sobre o Guia Alimentar para a População Brasileira, documento do Ministério da Saúde disponível em gov.br/saude.

A investigação também dialoga com estudos internacionais, como o Melipop, que avalia a influência do estilo de vida mediterrâneo na prevenção da obesidade pediátrica. Para Ana Paula, mesmo quando existe predisposição genética, um ambiente favorável pode reduzir a incidência de doenças crônicas na vida adulta.

Outra frente do Pipa Kids valida escalas que medem a adesão das famílias às recomendações do Guia Alimentar. “Intervir cedo é essencial para cortar o ciclo de sobrepeso que se arrasta da infância até a idade adulta”, reforça a doutoranda Adriana Melo.

No episódio mais recente do podcast Id Pesquisa, disponível no Spotify, Ana Paula detalha a metodologia do projeto e defende ações conjuntas de pais, escolas e governos para melhorar a nutrição infantil no país.

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Crédito da imagem: Agência Brasil

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