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Viagem no tempo ganha impulso com teoria das cordas cósmicas

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Viagem no tempo ganha impulso com teoria das cordas cósmicas

Viagem no tempo ganha impulso com teoria das cordas cósmicas é a conclusão a que chegam físicos ao reavaliarem previsões de Albert Einstein e novos cálculos sobre estruturas hipotéticas conhecidas como cordas cósmicas.

Viagem no tempo ganha impulso com teoria das cordas cósmicas

Viagem no tempo, tema recorrente na ficção científica, deixou de ser mera curiosidade graças aos avanços da física relativística. A teoria de Einstein já previa que, quanto maior a velocidade de um corpo, mais lentamente o seu tempo transcorre. Essa dilatação temporal foi medida quando o astronauta norte-americano Scott Kelly passou 340 dias em órbita e retornou à Terra 8,6 milissegundos “mais jovem” que seu irmão gêmeo.

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Pesquisadores agora se concentram nas chamadas cordas cósmicas, filamentos teóricos incrivelmente densos capazes de estender-se pelo Universo. Embora invisíveis, cada corda concentraria massa equivalente a milhares de estrelas, produzindo intensa curvatura do espaço-tempo. Segundo o físico J. Richard Gott, da Universidade de Princeton, duas cordas que se movessem quase à velocidade da luz poderiam criar um loop temporal, funcionando como um atalho — ou buraco de minhoca — para o passado ou para o futuro.

Duas hipóteses competem sobre a origem dessas estruturas. Uma delas sugere que todo o Universo seria composto por trilhões de minúsculas cordas vibrantes, alicerce de toda matéria observável. A outra as descreve como “cicatrizes” formadas logo após o Big Bang, quando a temperatura caiu e diferentes forças fundamentais se separaram, deixando fissuras no tecido cósmico.

Mesmo teóricas, as cordas cósmicas são investigadas indiretamente. Caso existam, elas provocariam o fenômeno da lente gravitacional, distorcendo a luz de galáxias distantes e criando imagens duplicadas. Telescópios espaciais já registraram sinais compatíveis com esse comportamento, o que reforça o interesse da comunidade científica.

Viagem no tempo ganha impulso com teoria das cordas cósmicas - Imagem do artigo original

Imagem: Parent

Para transformar a viagem no tempo em realidade, seria preciso controlar quantidades colossais de energia, algo ainda distante da tecnologia atual. No entanto, a convergência entre observações astronômicas e modelos matemáticos fortalece a ideia de que, no futuro, manipular o espaço-tempo possa deixar de ser apenas enredo de cinema.

Quer acompanhar os próximos passos dessa pesquisa? Visite nossa editoria de ciência em Minas Informa e continue atualizado.

Crédito da imagem: Parent/Pixabay

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