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Líder de facção condenado após tentar subornar PM

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Líder de facção condenado após tentar subornar PM

Líder de facção condenado após tentar subornar PM, conhecido como “Paraíba”, recebeu 11 anos e 11 meses de prisão em regime fechado, enquanto a namorada foi sentenciada a 10 anos e 3 meses. A decisão partiu da 5ª Vara de Tóxicos, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Comarca de Belo Horizonte.

Líder de facção condenado após tentar subornar PM

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), o casal foi enquadrado por corrupção ativa e embaraço às investigações de organização criminosa, previstos no Código Penal e na Lei 12.850/2013. Eles tentaram comprar um sargento da Polícia Militar que atuava no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com vantagens financeiras em troca de informações sigilosas sobre operações contra a facção Sala VIP, sediada no Bairro Cabana do Pai Tomás, em Belo Horizonte.

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O TJMG detalha que a oferta inicial, feita em outubro de 2024, chegava a R$ 1 milhão. Interceptações telefônicas e telemáticas obtidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) revelaram conversas no WhatsApp entre o policial e a namorada de Paraíba, que tratavam de pagamentos ilícitos e da possível liberação de imóveis sequestrados.

Durante diligência interna no Gaeco, o sargento confessou ter recebido cerca de R$ 30 mil. As investigações também mostraram que, em julho de 2024, o vazamento de dados permitiu que Paraíba escapasse de uma operação sob sigilo, expondo agentes a riscos, já que o grupo possuía armamento pesado, incluindo granadas.

Além de liderar a Sala VIP, Paraíba integra o alto escalão do Terceiro Comando Puro (TCP), facção com base no Rio de Janeiro. O magistrado determinou que ambos cumprirão pena em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade. O processo que envolve outros investigados, inclusive o policial, segue em segredo de Justiça.

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Crédito da imagem: Tribuna

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