Vacina Calixcoca inicia testes clínicos em humanos
Vacina Calixcoca inicia testes clínicos em humanos após receber patente nacional e internacional e um novo aporte de R$ 18,8 milhões do Governo de Minas Gerais, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Vacina Calixcoca inicia testes clínicos em humanos
O governador Romeu Zema oficializou, em Belo Horizonte, a concessão da patente da Calixcoca, primeiro imunizante do mundo criado para combater a dependência de crack e cocaína. O registro já está assegurado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e nos Estados Unidos, etapa crucial para a atração de novos financiadores e para a proteção intelectual da tecnologia.
Do montante destinado à fase clínica, R$ 10 milhões serão repassados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e R$ 8,8 milhões pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Outros R$ 14,6 milhões foram investidos em 2024, além de R$ 1,69 milhão liberado em 2025. Entre 2026 e 2027, estão previstos mais R$ 2,6 milhões, complementados por R$ 500 mil já aplicados em estudos piloto.
A Calixcoca é baseada na molécula sintética V4N2, um calixareno não proteico que estimula o organismo a produzir anticorpos capazes de se ligar à droga na corrente sanguínea, impedindo sua chegada ao cérebro. Resultados pré-clínicos mostraram, ainda, redução de abortos espontâneos e melhora da saúde de filhotes de ratas expostas à cocaína, reforçando a segurança do composto.
Reconhecida internacionalmente, a pesquisa recebeu em 2023 o prêmio Euro Inovação na Saúde e o Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica. Segundo o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, a expectativa é de que, “em alguns anos, o imunizante esteja disponível no Sistema Único de Saúde”.
A celebração dos 40 anos da Fapemig, cotitular da patente, marcou ainda a assinatura de um acordo entre os governos de Minas Gerais e Paraná para pesquisas em melhoramento genético de soja e feijão, com previsão de R$ 10 milhões em projetos de genômica e microbioma do solo — iniciativas alinhadas às recomendações da Organização Mundial da Saúde sobre inovação e segurança alimentar.
Imagem: Internet
Com orçamento superior a R$ 560 milhões para 2025, a fundação pretende ultrapassar a marca de R$ 1 bilhão em investimentos científicos no estado até 2026, reforçando o compromisso de Minas Gerais com a pesquisa aplicada à saúde pública e ao agronegócio.
Para acompanhar outros avanços da ciência brasileira, visite nossa editoria Brasil e continue informado.
Crédito da imagem: Tribuna















