Operação Carbono Oculto: 19 postos de combustíveis do PCC
Operação Carbono Oculto: 19 postos de combustíveis do PCC são apontados pela Justiça de São Paulo como parte de um esquema de lavagem de dinheiro que financiaria a estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Operação Carbono Oculto: 19 postos de combustíveis do PCC
Deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público e a Receita Federal, a Operação Carbono Oculto é considerada a maior ofensiva contra o braço financeiro do PCC. Decisões judiciais citam nominalmente 19 postos de combustíveis localizados em São Paulo e Goiás, apontados como peças centrais de uma rede que, segundo a Receita, envolveria mais de mil estabelecimentos usados para dissimular recursos ilícitos.
As investigações revelam que o grupo movimentava grandes quantias em espécie, registradas em maquininhas de cartão, para dar aparência legal ao dinheiro oriundo do tráfico de drogas. Além disso, foram identificadas fraudes como adulteração de combustíveis com metanol — substância que, em alguns casos, chegava a compor 90% do produto comercializado.
Entre os endereços destacados, sete pertencem a Armando Hussein Ali Mourad, irmão de Mohamad Hussein Mourad, considerado peça-chave na lavagem de capitais e ocultação de patrimônio. Outros postos, a exemplo do Auto Posto Bixiga (São Paulo) e do Posto Futura JK (Jataí), são vinculados a supostos laranjas ou a integrantes diretos da facção.
O Auto Posto Bixiga é citado especificamente como destino de metanol usado na adulteração dos combustíveis. A lista ainda inclui unidades em Campinas, Guarulhos, Piracicaba, Praia Grande, Catalão, Goiânia, Caldas Novas, Itumbiara e Santo Antônio do Descoberto. Parte desses estabelecimentos manteria vínculos com a Rede Boxter, já investigada pela Receita Federal por suspeita de participação em esquemas de lavagem relacionados ao crime organizado.
Para os investigadores, o conjunto de empresas e pessoas físicas atuava como suporte financeiro e logístico ao PCC, permitindo a reintegração de grandes volumes de dinheiro ilegal ao sistema bancário. A Justiça determinou bloqueio de bens e quebras de sigilo para rastrear a movimentação dos valores.
Imagem: jittawit.
Mais detalhes sobre o caso podem ser lidos no portal G1, que compilou a lista completa dos postos mencionados nas decisões judiciais.
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Crédito da imagem: jittawit.21/iStock
















