Vacina Calixcoca recebe patentes e terá testes em humanos
Vacina Calixcoca recebe patentes e terá testes em humanos após o Instituto Nacional da Propriedade Industrial e a autoridade dos Estados Unidos concederem cartas patente à inovação desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O Governo de Minas confirmou investimento de R$ 18,8 milhões para viabilizar a etapa clínica, anunciada nesta quinta-feira (28/8) pelo governador Romeu Zema e pela reitora Sandra Goulart durante a celebração dos 40 anos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
Vacina Calixcoca recebe patentes e terá testes em humanos
Do montante anunciado, R$ 10 milhões saem da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG) e R$ 8,8 milhões da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), via Fapemig. O cronograma prevê repasses de R$ 14,6 milhões ainda em 2024, R$ 1,69 milhão em 2025 e R$ 2,6 milhões entre 2026 e 2027. Outros R$ 500 mil já haviam sido aportados por chamadas públicas da fundação.
Diferente de vacinas testadas em outros países, a Calixcoca é não proteica e utiliza a molécula sintética V4N2 (calixareno) para induzir a produção de anticorpos que se ligam à cocaína no sangue, impedindo que a droga chegue ao cérebro. Ensaios pré-clínicos em camundongos indicaram redução na dependência, menor índice de abortos espontâneos em ratas prenhes expostas à substância e nascimento de filhotes mais saudáveis.
A conquista coroa uma série de reconhecimentos internacionais, como o Prêmio Euro Inovação na Saúde e o Prêmio Veja Saúde & Oncoclínicas de Inovação Médica, ambos em 2023. Segundo o secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, o objetivo é incluir o imunizante na rede pública “em alguns anos”, após a validação em humanos.
Durante a mesma solenidade, Minas Gerais e Paraná firmaram acordo para pesquisas de melhoramento genético de soja e feijão, destinando R$ 10 milhões iniciais para estudos em genômica e microbioma do solo. A iniciativa reforça a meta mineira de investir mais de R$ 1 bilhão em ciência, tecnologia e inovação até 2026.
Imagem: Internet
Estudos sobre dependência química têm ganhado prioridade global, alinhando-se às diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre saúde pública e uso de substâncias psicoativas.
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Crédito da imagem: Gil Leonardi / Imprensa MG















