Usiminas recua 3% após BofA e Safra cortarem rating
Usiminas recua 3% após BofA e Safra cortarem rating nesta segunda-feira, 13 de abril de 2026. O papel USIM5 chegou a tocar R$ 6,96, queda de 3,47% na mínima, depois que o Bank of America passou a indicação de “compra” para “neutra” e o Banco Safra reduziu de “neutra” para “venda”.
Usiminas recua 3% após BofA e Safra cortarem rating
Ambas as casas destacam que, embora o cenário de preços do aço plano continue favorável, a Usiminas deve enfrentar margens comprimidas por custos mais altos de matérias-primas, sobretudo carvão e placas, e pela implementação de tarifas antidumping. Às 12h38, as ações recuavam 3,05%, a R$ 6,99, figurando entre as maiores baixas do Ibovespa.
O Safra revisou o preço-alvo de fim de 2026 de R$ 6,20 para R$ 7,70, o que ainda indica potencial de alta limitado a 6%. Segundo os analistas Ricardo Monegaglia e Caique Isidoro, a valorização de 65% desde agosto de 2025 já embute totalmente o impacto das medidas antidumping e deixa pouco espaço para novas revisões positivas de lucro.
O banco prevê fluxo de caixa livre (FCF yield) negativo em 5% para 2026, passando a +3% em 2027 e +11% em 2028, sustentado por preços mais altos e menor custo por tonelada vendida. No entanto, o programa acelerado de capex, de até R$ 1,9 bilhão anuais até 2029, somado ao menor uso de operações de forfaiting, deve continuar pressionando a geração de caixa.
Para o Bank of America, o múltiplo de valor-empresa sobre Ebitda estimado em 5,3 vezes para 2026 sugere que boa parte das altas recentes já está refletida na cotação. O banco manteve o preço-alvo em R$ 8, equivalente a 11% de valorização potencial, mas alertou para risco de queda nos resultados do segundo trimestre caso os reajustes de preço não se concretizem.
Enquanto a Usiminas perde fôlego, o BofA elevou a recomendação da Ternium para “compra”, juntando-a à Gerdau entre as principais escolhas do setor, citando maior geração de caixa livre a partir de 2027, quando os investimentos de expansão devem cair de forma relevante. A visão vai na mesma linha de relatórios recentes publicados por fontes como a Reuters.

Imagem: Anna Scabello
Apesar do recuo de hoje, os analistas apontam que a siderúrgica deve manter posição de caixa líquido mesmo considerando a possível aprovação do projeto de minério de ferro compactos, estimado em até US$ 1,5 bilhão e fora do cenário base.
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Crédito da imagem: Divulgação/Canva Pro















