União Brasil pressiona Celso Sabino e cogita expulsão
União Brasil pressiona Celso Sabino e cogita expulsão do ministro do Turismo caso ele decida permanecer no governo Lula, após o partido exigir a devolução imediata dos cargos que ocupa na administração federal.
União Brasil pressiona Celso Sabino e cogita expulsão
O impasse ganhou força nesta quinta-feira (19) quando Celso Sabino chegou ao Palácio da Alvorada para se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sigla, comandada por Antônio Rueda, deu 24 horas para que todos os filiados deixem postos no Executivo e avalia afastar Sabino dos quadros partidários, caso ele mantenha o cargo.
No Ministério do Turismo desde julho de 2023, Sabino transformou a pasta em vitrine política, principalmente no Pará. Ele lidera os preparativos para a COP30, marcada para Belém em 2025, e recentemente foi eleito presidente do Conselho Executivo da ONU Turismo, ampliando a projeção internacional do Brasil no setor.
Dentro do partido, porém, cresce a percepção de que o ministro tenta ganhar tempo para alinhar-se ao Planalto. A exposição frequente ao lado de Lula, como no desfile de 7 de Setembro, elevou a tensão com a legenda. Dirigentes acusam Sabino de priorizar interesses pessoais, enquanto o próprio ministro argumenta que sua permanência garante estabilidade aos preparativos da conferência climática.
A crise também foi alimentada pela inclusão do nome de Antônio Rueda em investigação da Polícia Federal sobre o suposto uso de jatos executivos ligados ao PCC. O União Brasil divulgou nota acusando o governo de vazar informações; o Planalto, representado por Gleisi Hoffmann, classificou as declarações como “infundadas e levianas”.
Analistas veem no episódio um teste de força entre o partido e o governo. Segundo levantamento da BBC Brasil, o União Brasil controla hoje mais de 300 cargos no Executivo, influência que tende a encolher caso confirme o desembarque. A possível expulsão de Sabino sinalizaria ruptura definitiva e poderia provocar rearranjos na base parlamentar.
Imagem: Divulgação
Sabino tenta adiar a decisão ao menos até a COP30, sustentando que o evento é estratégico para consolidar o Brasil como referência em turismo sustentável. A cúpula do União, contudo, considera a posição insustentável e prepara reunião para sacramentar o afastamento, se necessário.
Para acompanhar os próximos desdobramentos desta disputa e outras análises sobre a política nacional, acesse nossa editoria Brasil e continue bem-informado.
Crédito da imagem: Divulgação/MTur















