Pesquisa pioneira busca compreender impactos cognitivos do tratamento oncológico e aprimorar a qualidade de vida dos pacientes
A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está recrutando voluntários para participar de uma pesquisa inovadora que investiga os efeitos da quimioterapia no funcionamento do cérebro. O estudo, conduzido por especialistas em neurociência e oncologia, tem como objetivo identificar alterações cognitivas associadas ao tratamento do câncer e propor estratégias que melhorem a qualidade de vida dos pacientes.
A pesquisa acompanhará voluntários em três etapas distintas: antes, durante e após o tratamento quimioterápico. Serão realizadas avaliações clínicas, testes de memória, atenção e linguagem, além de exames de neuroimagem para analisar mudanças na atividade cerebral ao longo do processo.
Segundo os pesquisadores, muitas pessoas relatam dificuldades cognitivas após a quimioterapia, fenômeno conhecido como “chemobrain”. Essa condição, ainda pouco compreendida, pode incluir lapsos de memória, dificuldade de concentração e lentidão no raciocínio, impactando diretamente a rotina e o bem-estar dos sobreviventes do câncer.
Os voluntários devem ser adultos diagnosticados com câncer e que iniciarão tratamento quimioterápico em breve. Participar do estudo não interfere no tratamento médico, sendo uma iniciativa complementar e sem custos aos participantes.
A coordenadora do projeto, Dra. Mariana Souza, destaca que os dados obtidos poderão contribuir significativamente para o desenvolvimento de intervenções terapêuticas mais eficazes. “Compreender como o cérebro responde à quimioterapia é fundamental para criar estratégias de reabilitação e suporte cognitivo para os pacientes”, afirma.
A pesquisa reforça o compromisso da UFMG com a produção de conhecimento científico de impacto social, especialmente na área da saúde. Interessados em participar podem entrar em contato com a equipe de pesquisa por meio do site oficial da universidade ou pelo e-mail indicado na chamada pública.
Essa iniciativa representa um avanço importante na busca por tratamentos mais humanizados e personalizados, reforçando a relevância da ciência na construção de uma medicina cada vez mais centrada no paciente.
















