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Projeto de lei sobre minerodutos em Minas pode comprometer bilhões em investimentos no setor de mineração

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Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) está mobilizando debates acalorados entre ambientalistas, empresários e representantes do setor mineral. A proposta visa proibir a concessão de licenciamento ambiental para novos minerodutos no estado, uma mudança que pode impactar significativamente os investimentos futuros em uma das atividades econômicas mais relevantes para Minas Gerais.

Caso a medida seja aprovada, especialistas estimam que investimentos da ordem de US$ 3,5 bilhões — já mapeados por grandes empresas do setor — correm risco de serem cancelados ou redirecionados para outros estados ou países. O projeto, apresentado por parlamentares ligados à pauta ambiental, tem como principal argumento a preservação dos recursos hídricos e a proteção de comunidades afetadas por obras de grande porte.

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Minerodutos são sistemas utilizados para transportar minério de ferro em forma de polpa por longas distâncias, geralmente até portos para exportação. Embora considerados eficientes e com menor impacto de tráfego terrestre, esses dutos utilizam grandes volumes de água, o que levanta preocupações quanto à sustentabilidade ambiental, especialmente em áreas com escassez hídrica.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e representantes de mineradoras argumentam que a proibição pode comprometer a competitividade do estado, afastar investimentos estrangeiros e causar perda de empregos diretos e indiretos no setor. Já entidades ambientais defendem que os impactos ambientais e sociais dos minerodutos justificam uma moratória ou revisão do modelo atual de licenciamento.

A proposta ainda será discutida em comissões temáticas da ALMG antes de seguir para votação em plenário. O governo do estado ainda não se posicionou oficialmente, mas setores da administração sinalizam preocupação com os possíveis efeitos econômicos da medida.

A decisão final sobre o projeto poderá redesenhar o futuro da mineração em Minas Gerais, exigindo equilíbrio entre desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental.

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