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Trump quer Groenlândia por segurança nacional, afirma

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Trump quer Groenlândia por segurança nacional, afirma

Trump quer Groenlândia por segurança nacional e voltou a defender que os Estados Unidos “precisam ter” a ilha para proteger o Ártico de influências russas e chinesas, declarou o presidente nesta segunda-feira (22) em Mar-a-Lago, na Flórida.

Trump quer Groenlândia por segurança nacional, afirma

Durante conversa com jornalistas, Donald Trump negou interesse pelos recursos minerais do território. “Temos petróleo e minérios suficientes em casa; o que importa é a segurança”, ressaltou.

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Para liderar a ofensiva diplomática, o republicano anunciou o governador da Louisiana, Jeff Landry, como enviado especial para a Groenlândia. Em publicação na rede Truth Social, Trump elogiou Landry como “negociador nato”. O governador agradeceu em X e enfatizou que atuará voluntariamente, sem deixar o cargo estadual.

A Casa Branca justificou a criação do posto dizendo que a ilha é ponto estratégico no Ártico para “manter a paz pelo fortalecimento”. Já em Copenhague, a nomeação provocou reação: o chanceler dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, afirmou que convocará o embaixador norte-americano para exigir explicações, classificando as declarações de “inaceitáveis”.

Em nota conjunta, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, e o premiê groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, reiteraram que “fronteiras nacionais e soberania são princípios basilares do direito internacional” e que “não se anexa um país por razões de segurança”. Nielsen acrescentou que “o futuro da Groenlândia será decidido pelo seu povo”.

Trump tenta incorporar a maior ilha do mundo desde 2019, quando argumentou que o território “onera” a Dinamarca em US$ 700 milhões anuais. O plano foi rejeitado então, mas o presidente retomou o tema em dezembro passado, insistindo que o controle dos EUA sobre a região é “necessidade absoluta”.

Analistas ouvidos pela agência Reuters observam que a Groenlândia abriga rotas marítimas emergentes com o derretimento do gelo e pode sediar radares e bases militares capazes de monitorar o Atlântico Norte.

Na mesma segunda-feira, Washington aumentou a pressão sobre Copenhague ao suspender concessões para cinco projetos de energia eólica offshore nos Estados Unidos, dois deles operados pela estatal dinamarquesa Ørsted.

Biógrafos lembram que tentativas de anexação de territórios por “segurança” já causaram tensões diplomáticas no passado; a novidade é a utilização explícita de um governador em exercício como emissário.

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Crédito da imagem: Global News

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