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Terrenos de Ronaldinho garantiram R$ 330 mi no Banco Master

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Terrenos de Ronaldinho garantiram R$ 330 mi no Banco Master

Terrenos de Ronaldinho garantiram R$ 330 mi no Banco Master serviram de lastro para a captação de R$ 330 milhões pelo Banco Master, conforme apontam as investigações do Ministério Público Federal (MPF).

Terrenos de Ronaldinho garantiram R$ 330 mi no Banco Master

De acordo com o MPF, dois imóveis pertencentes a Ronaldinho Gaúcho em Porto Alegre foram oferecidos como garantia em agosto de 2023 pela Base Securitizadora, ligada ao Fundo City 02, controlado pelo Banco Master. O mecanismo permitiu a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) destinados à S&J Consultoria, resultando na captação de R$ 330 milhões.

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O Banco Master era comandado por Daniel Vorcaro, ex-investidor da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Atlético Mineiro. Vorcaro foi afastado dias após ser preso em novembro, durante a Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de gestão fraudulenta, gestão temerária e organização criminosa no Sistema Financeiro Nacional.

Também em novembro, o Banco Central decretou a liquidação da instituição por falta de liquidez — o banco já não dispunha de recursos para honrar saques de clientes e investidores. Segundo informações do Banco Central, a medida buscou proteger o sistema financeiro e os depositantes.

À época da operação, advogados de Ronaldinho afirmaram ao jornal O Globo que, em 2021, o ex-jogador negociou com as empresas União do Lago e Melk o desenvolvimento dos terrenos, mas que as tratativas não avançaram devido a pendências de IPTU e à ausência de licenças ambientais. “As parcerias imobiliárias não prosperaram por desacordo comercial”, explicou o advogado Maurício Haeffner.

Darci Garcia da Rocha, sócio de Ronaldinho no projeto original, declarou desconhecer a emissão dos CRIs e o uso dos ativos como garantia financeira. Até o momento, não há indícios de participação direta do ex-jogador na operação investigada.

O MPF prossegue na análise dos contratos e documentos que relacionam o Fundo City 02, a Base Securitizadora e a S&J Consultoria, enquanto busca identificar eventuais responsabilidades civis e criminais dos envolvidos.

Para acompanhar outros desdobramentos sobre finanças e justiça, visite a seção de análises jurídicas em Minas Informa e continue bem informado.

Crédito da imagem: Marcos Vieira/EM D.A Press

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